Trabalhadores da Matutano do Carregado em greve contra imposição do regime de turnos

Foram cerca de 4 dezenas os trabalhadores da Matutano do Carregado que cumpriram com a greve anunciada para a manhã desta segunda-feira. Os trabalhadores daquela unidade fabril lutam contra a decisão de algumas linhas da fábrica passarem a funcionar em laboração contínua num regime de quatro turnos.

Foram cerca de 40 os trabalhadores da Matutano que aderiram à greve.

Foram cerca de 4 dezenas os trabalhadores da Matutano do Carregado que cumpriram com a greve anunciada para a manhã desta segunda-feira. Segundo comunicado emitido e divulgado no site da União dos Sindicatos de Lisboa, os trabalhadores daquela unidade fabril lutam contra a prepotência da administração da empresa que decidiu, unilateralmente, que algumas linhas da fábrica iriam passar a funcionar em laboração contínua num regime de quatro turnos.

Os trabalhadores em greve contaram com a presença e apoios de representantes do PCP e do BE de Alenquer. Presente esteve igualmente a deputada Rita Rato, eleita pelo Partido Comunista na Assembleia da República.

De acordo com o comunicado que anunciou este movimento grevista, esta medida agora adoptada pela empresa obriga a que os trabalhadores abdiquem do seu regime de folgas ao sábado e domingo, levando a que os mesmos funcionários tenham que cumprir horários que não permitem a conciliação entre a vida familiar e profissional.

“Trata-se de um direito que a nossa Constituição assegura a todos os trabalhadores. Numa atitude prepotente a empresa está a pressionar os trabalhadores para que estes aceitem esta alteração de horário”, refere ainda o comunicado.

Os trabalhadores que aderiram à greve concentraram-se à porta da empresa logo pela manhã, na unidade de laboração que fica situada na Quinta dos Cónegos, na zona industrial da freguesia do Carregado. Não houve nenhum representante da administração da empresa que marcasse presença junto dos trabalhadores.

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VIAAlexandre Silva
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