
São poucos os habitantes do Casal das Balas no concelho de Alenquer, mas estes cerca de 40 cidadãos da Freguesia da Carnota estão obrigados a percorrer mais 3 quilómetros do que tinham de percorrer anteriormente para poderem aceder à aldeia onde vivem. Este “novo acesso” obrigatório é percorrido por caminho de terra batida por falta de alternativas e a situação já dura há cinco meses.
O presidente da Junta de Freguesia de Carnota explicou nas últimas horas à agência Lusa que os moradores, e citamos Jorge Oliveira, “têm de fazer mais dois ou três quilómetros em caminho de terra batida para entrar ou sair da aldeia”. É que desde dezembro a estrada principal de acesso ao Casal das Balas está cortada por falta de segurança, numa extensão de cerca de 50 metros, o que aconteceu na sequência de uma derrocada da escarpa devido ao mau tempo.
Já o vereador das Infraestruturas e Obras Municipais da Câmara de Alenquer, Tiago Pedro, afirmou neste contexto que a prioridade é “resolver o aluimento de terras através da proteção da escarpa, evitando a derrocada de blocos de pedra para cima da via pública e para as habitações existentes nas proximidades”. Tiago Pedro reforçou: “Mesmo as pessoas a caminhar por aquela estrada configura uma situação perigosa”.
Tiago Pedro lembrou, e citamos de novo, que “a câmara já levou três equipas mas não houve condições durante o inverno para a intervenção”. O vereador assegura que o problema é uma preocupação diária e os técnicos têm efetuado visitas semanais à aldeia. “É urgente, vamos ultrapassar as regras de contratação e espero que a intervenção aconteça antes do verão”, disse igualmente Tiago Pedro.
Recordemos que o problema do Casal das Balas foi levantado nas últimas reuniões da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal, onde representantes da população estiveram presentes, lembrando que aquele é o único acesso rodoviário à aldeia. “A estrada é um caos”, afirmou a moradora Adélia Santos; “se há uma urgência, não há uma ambulância que lá chegue”, sublinharam Catarina Luís e Raquel Duarte. Raquel disse mesmo que é obrigada a transportar as compras a pé para casa, na Rua do Rossio.
Já Catarina Luís afirmou que no verão vai ser obrigada a transportar o filho bebé de carro, com os vidros abertos por causa do calor, e sujeitá-lo à poeira causada pelo facto de a via ser de terra batida e não estar alcatroada. Esta população e junta de freguesia lembraram que o alcatroamento da estrada está prometido desde 2016. Por sua vez o vereador das Infraestruturas alegou que os caminhos rurais eram da responsabilidade das freguesias e passaram para o município por falta de capacidade financeira das freguesias.























