
PSD de Alenquer e vereador Nuno Miguel Henriques eleito na autarquia por esta força política são cada vez mais polos opostos de uma sigla que deveria, no seu próprio interesse, falar a uma só voz. Desta vez a falta de sintonia voltou a ser evidente em plena sessão da Assembleia Municipal realizada na noite da passada terça-feira.
O caso é insólito pelo comportamento do vereador Nuno Henriques, que recentemente até pretendia candidatar-se a líder do PSD nacional, batendo-se pelo cargo com Rui Rio e Paulo Rangel. Aconteceu logo após a intervenção de Rui Neto, líder da bancada do Partido Social Democrata na Assembleia Municipal local.
Durante a sua intervenção Rui Neto acabou por cometer uma imprecisão ao afirmar que Nuno Miguel Henriques tinha votado favoravelmente o Orçamento para 2022 apresentado em Câmara pela equipa liderada por Pedro Folgado. Neto afirmou igualmente que o vereador social democrata tinha votado a favor do projeto “Polícia Municipal”. A imprecisão foi, curiosamente, corrigida pelo próprio Presidente da Câmara de Alenquer.
Pedro Folgado pediu a Fernando Silva a possibilidade de falar e esclareceu que o vereador Nuno Miguel Henriques tinha-se abstido aquando da votação do documento, e não votado a favor como Rui Neto afirmara minutos antes. Ao mesmo tempo o edil frisou que o projeto da Polícia Municipal nem tão pouco tinha sido alvo de uma votação em sede de Câmara, lembrando que Nuno Henriques se tinha referido ao mesmo favoravelmente mas através de uma comunicação pessoal publicada nas redes sociais.
Quem ficou positivamente furioso com a intervenção de Rui Neto foi o próprio Nuno Miguel Henriques, que durante a explicação de Pedro Folgado não se coibiu de gesticular em direção ao engenheiro de Abrigada, dando claramente a entender que se referia ao líder da bancada social democrata como estando ou louco ou mesmo alcoolizado. Os gestos são inquestionáveis no tocante ao seu sentido, e podem ser vistos e revistos na transmissão da sessão da Assembleia Municipal disponibilizada pela Rádio Voz de Alenquer na sua página.
As diferenças entre o PSD de Alenquer (leia-se Comissão Política e até bancada dos eleitos na Assembleia Municipal) e o vereador desta força política eleito na Câmara Municipal são notórias e cada vez mais profundas. O Fundamental sabe que poucas serão as possibilidades de entendimento entre ambas as partes no contexto do estabelecimento de uma estratégia comum que leve o partido a falar a uma só voz.
Henriques caminhou muito sozinho aquando do último ato eleitoral. Por sua vez, Pedro Afonso, que agora lidera a Comissão Política Concelhia do partido, alinha claramente posições com os chamados “históricos” social democratas de Alenquer, que nunca viram com bons olhos a presença de Nuno Miguel Henriques como candidato no concelho.
























