Poupar no valor do passe: utentes arriscam viagem a pé entre muros da saída sul do Carregado

A diferença no valor do passe social leva dezenas de utentes do Carregado a arriscarem uma viagem pedonal de cerca de 500 metros feita entre os muros das quintas Pinto Barreiros e Vaz Monteiro. Pedro Folgado promete que vai procurar uma solução junto da empresa Barraqueiro.

Sãos largas de dezenas os carregadenses que todas as madrugadas correm risco de vida para apanhar o autocarro da Boa Viagem na paragem da Ponte da Couraça. A diferença no valor do passe social leva estes utentes a arriscarem uma viagem pedonal de cerca de 500 metros feita entre os muros das quintas Pinto Barreiros e Vaz Monteiro. O trajeto não tem espaço nas bermas e os camiões chegam a roçar-lhes nos ombros.

Este esforço feito pelos utentes dos transportes públicos deve-se à considerável diferença no valor do passe social adquirido no Concelho de Vila Franca quando comparado com o mesmo passe social adquirido no Concelho de Alenquer. Ambas as regiões ficam separadas geograficamente por cerca de 500 metros entre as duas paragens de autocarro mais próximas entre si.

O que significa que quem apanhar o autocarro ainda no interior da vila do Carregado paga mensalmente um valor de passe social bastante superior, ao passo que aqueles utentes que se deslocam a pé até à paragem situada logo após a Ponte da Couraça (ao pé do cruzamento para a Vala do Carregado) beneficiam do valor do passe aplicado à Área Metropolitana de Lisboa. Já o valor do bilhete para cumprir aquele pequeno trajeto é de 1,45 euros, o que multiplicado pelos 22 dias úteis do mês transforma o mesmo num valor proibitivo para muitos utentes.

Pelas razões descritas são às dezenas os homens e as mulheres que diariamente e pela madrugada fazem este percurso a pé, que os leva do interior da vila até à paragem da Barraqueiro situada na Ponte da Couraça. Pelo caminho há um trajeto de cerca de 200 metros que é feito entre os muros das quintas Vaz Monteiro e Pinto Barreiros, durante o qual o espaço mal dá para que se cruzem dois veículos pesados. Naturalmente que estas pessoas correm riscos de vida.

O Fundamental aproveitou a presença de Pedro Folgado em estúdio e perguntámos ao presidente da autarquia de Alenquer se não haverá alguma solução que se possa aplicar a este caso. O edil referiu a este propósito: “As pessoas estão por sua conta e risco, e sabem disso, mas temos que arranjar uma solução para este problema.

Pedro Folgado considerou muito pouco prováveis as soluções que passem pela requalificação daquele percurso e prefere ver uma saída pela via da negociação entre a autarquia e a Barraqueiro de modo a permitir que os utentes possam efetuar aquele pequeno percurso sem acréscimo no valor dos passes sociais, evitando dessa forma a deslocação a pé com os perigos que tal acarreta.

Veja aqui o excerto da entrevista durante o qual Pedro Folgado aborda este assunto:

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VIANuno Cláudio
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