

O processo de expropriação do Campo das Pratas acaba de conhecer um retrocesso inesperado, e por essa razão terá de voltar à estaca zero. A DGAL – Direcção Geral das Autarquias Locais – devolveu à procedência o pedido de expropriação efectuado pela Câmara do Cartaxo, alegando a existência de deficiências no processo instrutório. A DGAL refere a eliminação no processo das referências ao historial da situação entre o município, os proprietários do terreno e o Sport Lisboa e Cartaxo como um dos motivos que levaram aquele organismo a “chumbar” o pedido de expropriação do terreno. Recorde-se que a autarquia cartaxeira tem procurado resolver a situação do Campo das Pratas, e em particular o processo de litígio que decorre entre o Sport Lisboa e Cartaxo e o legítimo proprietário do terreno onde está edificado o complexo desportivo, sendo que a própria autarquia, ainda que noutros tempos, também terá contribuído para o estado de plena confusão que envolveu todo este processo. A novela dura desde há anos, com avanços e recuos, e o clube e a actividade desportiva que promove têm sido os mais prejudicados desde o início. Nesta fase a Câmara do Cartaxo pretende expropriar o terreno do Campo das Pratas a Manuel Marques e Maria de Jesus, o casal proprietário do mesmo, pela quantia de 80.045,00 euros. O acordo entre proprietários e autarquia/Sport Lisboa e Cartaxo não tem sido possivel, e o clube tem andado com a casa às costas em virtude de não poder utilizar o Campo das Pratas. A única solução parece mesmo passar pelo acto de expropriar o terreno ao casal Marques, decisão que foi tomada na reunião da autarquia realizada a 30 de Novembro do ano passado. Nesta altura já seria expectável que o processo estivesse numa fase posterior, mas a verdade é que esta revogação da DGAL veio fazer com que o mesmo regressasse à estaca zero. O terreno onde está edificado o complexo desportivo do Campo das Pratas tem 7576 metros quadrados, e tem sido a casa do Sport Lisboa e Cartaxo ao longo de décadas. Neste momento o clube concentra parte da sua actividade no Estádio Municipal, recinto dotado de relva natural, e aguarda que este processo termine para poder regressar ao “velho” Campo das Pratas, o que pelos vistos ainda estará longe de acontecer.
















