
Luís de Sousa voltou a referir-se ao assunto do momento em Azambuja no decorrer da reunião de câmara que está a decorrer via skype. O Presidente da Câmara de Azambuja referiu a este propósito: “Acordo às 3 da manhã, não durmo mais a pensar na Quinta da Mina e ando muito preocupado e até acelerado com tudo isto“.

O autarca deixou bem claro que recuou na ideia de estabelecer um cerco ao bloco 6 por ter sido abordado pelas “autoridades competentes”, mas assegurou há minutos ainda não estar completamente convencido de que a situação se resolva sem o recurso a essa medida excepcional. Luís de Sousa faz questão de frisar que coloca os interesses da comunidade acima de quaisquer outras questões.

O Presidente da Câmara abordou a questão dos testes que estão a decorrer desde as 15 horas no bairro Quinta da Mina a 31 pessoas que pertencem a várias famílias que vivem no bloco 6 desta urbanização. Recorde-se que 6 destas pessoas estão infectadas com Covid-19. Luís de Sousa assegura que hoje não serão conhecidos os resultados destes 31 testes, pelo que para já este número de infectados vai permanecer inalterado neste contexto.
Mesmo assim o edil refere que não está totalmente convencido de que estas pessoas adoptarão um comportamento cívico que garanta segurança aos restantes moradores da Quinta da Mina e da comunidade de Azambuja. Sousa referiu a este propósito: “Tem que ser feita ali naquele bairro uma vigilância muito serrada, porque eles estão a por em risco a saúde de muitas pessoas“.
Luís de Sousa acrescentou a este propósito: “As autoridades competentes não gostaram muito quando eu falei de cerco sanitário ao prédio, mas eu não me esqueci completamente dessa questão e continuo a dizer que isto tem que ser muito bem gerido pelas autoridades, pois temos que assegurar a saúde da comunidade“. O Presidente da Câmara de Azambuja ainda referiu: “Estou cá para ver se eles vão cumprir com as indicações das autoridades, mas não acredito muito nesse cenário“.

Antevendo que os testes que estão a ser realizados esta tarde irão resultar em mais pessoas positivas naquela comunidade, o autarca líder do executivo diz a este respeito: “Vamos ver para onde irão estas pessoas que eventualmente testarem positivo, se ficam a viver no bloco 6, se vão para o Pavilhão Municipal onde temos desde há muito uma estrutura montada ou se vão para outro lado qualquer“, assegurou Luís de Sousa.

Já Sílvia Vítor referiu a propósito da ida de cinco destas pessoas infectadas com Covid-19 a Santarém, facto revelado por Luís de Sousa esta manhã: “Estes moradores afirmaram que saíram sem consciência do perigo que essa ida a Santarém representou, até porque estão assintomáticos em relação ao coronavírus“.
A vereadora informou igualmente que as cinco pessoas deslocaram-se ao hospital de Santarém com uma bebé de três meses, que necessitava de assistência. “Eles têm o hábito de se deslocar sempre em comunidade e por isso é que foram todos juntos ao hospital“, justificou ainda Sílvia Vítor.

















