Família de funcionária infectada da Avipronto teve que pagar 390 euros para testar Covid

Uma família de Azambuja viu-se obrigada a gastar 390 euros para fazer testes à Covid-19, depois do Centro de Saúde local ter informado que só efectua testes mediante existência de sintomas. A matriarca desta família é funcionária da Avipronto e foi uma das 102 pessoas positivas na infecção pelo coronavírus.

Uma família de Azambuja viu-se obrigada a gastar 390 euros para fazer testes à Covid-19, depois do Centro de Saúde de Azambuja ter informado que só efectua testes caso se verifiquem sintomas que possam estar relacionados com a doença. A matriarca desta família é funcionária da Avipronto e foi uma das 102 pessoas identificadas nesta empresa como sendo positivas na infecção pelo coronavírus.

O teste positivo desta senhora de 59 anos deixou em sobressalto toda a restante família. O patriarca, de 63 anos, pediu ao Fundamental que contasse a história para alertar a comunidade, mas solicitou o anonimato da família por razões que, naturalmente, compreendemos. Desta forma, ocultámos os nomes correspondendo a este pedido.

Para além deste casal (como foi referido, um homem de 63 anos e uma senhora de 59, funcionária da Avipronto) a família conta ainda com dois filhos na casa dos trinta anos. Estas três pessoas vivem em permanente contacto com a senhora que foi infectada na empresa Avipronto, onde trabalha.

Perante este cenário de infecção da sua familiar, marido e filhos acorreram ao Centro de Saúde onde procuraram efectuar o teste ao coronavírus, de forma a poderem estar descansados e continuar a fazer a sua vida. “Íamos viver nesta incerteza até quando?”, questiona o nosso interlocutor. O problema foi a resposta que obtiveram no Centro de Saúde: testes só mesmo quando há sintomas.

Desta forma não restou outra alternativa tanto ao homem como a ambos os filhos: deslocaram-se a Lisboa e fizeram o teste ao coronavírus por sua conta, o que se traduziu num gasto de 390 euros, já que cada teste importou em 130 euros. Estão agora a aguardar os resultados, sendo que a senhora infectada continua a cumprir rigorosas medidas de isolamento.

De realçar que esta família é ainda composta por mais pessoas no seu agregado, concretamente por mais dois netos, que por residirem no Concelho de Alenquer puderam efectuar os respectivos testes no Centro de Saúde da sua área de residência. Uma incongruência de posições assumidas por ambos os Centros de Saúde, de Azambuja e de Alenquer, que o nosso interlocutor assegura não compreender.

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VIAAlexandre Silva
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