
“Mais de um centena de infecções numa unidade de abate de aves colocaram em alerta um pequeno concelho que vive da grande distribuição”. É desta forma que o Diário de Notícias aborda a situação por que passa o Concelho de Azambuja em relação aos casos detectados na Avipronto. Este prestigiado jornal nacional diz que o surto na Zona Industrial ameaça a logística em metade do nosso país.

Já esta tarde e durante a habitual conferência de imprensa com a comunicação social Graça Freitas, Directora Geral da Saúde, afirmou que, e citamos, “o surto que está a ocorrer em Azambuja estará a alimentar os números que se verificam hoje”. Graça Freitas fala em 104 trabalhadores que testaram positivo, sendo que 101 desses casos dizem respeito à Avipronto. A Directora Geral da Saúde afirma ainda que todos os trabalhadores da empresa Avipronto já foram testados.

Entretanto jornais e televisões assentam arraiais na Zona Industrial, à porta da Avipronto. Já o DN escreve: “Os trabalhadores vêm da Brandoa, de Corroios, de São João da Talha, de Vila de Franca de Xira, e um pouco de toda a Grande Lisboa, todos os dias. São milhares, mais de oito mil, aqueles que diariamente dão os braços à grande distribuição e serviços satélite numa das operações logísticas mais concentradas no país, na zona industrial de Azambuja”.
Ainda no mesmo órgão de comunicação de expressão nacional pode ler-se: “São demasiadas pessoas e o espaço é pouco. Os armazéns dos maiores distribuidores nacionais formam um corredor quase cerrado ao longo da Estrada Nacional 3, e chegam também ao apeadeiro do Espadanal de Azambuja, comboio atrás de comboio, os trabalhadores que nesses armazéns alimentam mais de meio Portugal, de Coimbra ao Algarve”.

















