Ribeiro acusa PSD de aproveitamento político e garante que nenhum aluno ficará sem almoço

O presidente da Câmara do Cartaxo garante que nenhum aluno ficará sem refeição escolar e acusa mesmo o PSD de aproveitamento político em relação a uma prática já antiga na Câmara do Cartaxo. “Infelizmente, os pais que não cumprem com o pagamento das refeições escolares estão longe de ser os que menos podem pagar”, refere o autarca.

Pedro Ribeiro reagiu à notícia do Fundamental e assegura que não vai haver alunos sem direito a almoço nas escolas do Cartaxo. Recorde-se que há dias o Fundamental noticiava uma posição tomada pelo PSD do Cartaxo, que acusava o autarca de ameaçar que nenhum aluno cujos pais não tivessem regularizado o pagamento das refeições escolares poderia almoçar ou sequer permanecer na respectiva escola no periodo de almoço. A situação, segundo os responsáveis social-democratas cartaxeiros, teria sido comunicada aos encarregados de educação por carta, na qual podia ler-se: “No caso de não ser regularizado o pagamento do serviço de refeições e do aluno permanecer no estabelecimento de educação e ensino durante o período de almoço, fica por este motivo a criança sem alimentação”. Ora, ao que parece esta carta já é antiga, tendo o PSD tido o cuidado de apagar as datas constantes no documento.

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Segundo explicou ainda Pedro Ribeiro, os referidos ofícios, desde essa data, foram assinados pelos executivos de Paulo Caldas, Paulo Varanda, Pedro Ribeiro e Fernando Amorim. A questão foi levantada numa das mais recentes reuniões de câmara, concretamente na sessão ocorrida na Lapa. Na altura, Pedro Ribeiro garantiu que nenhuma criança até hoje ficou ou ficará no futuro sem refeição, apesar do incumprimento dos encarregados de educação. O presidente acrescentou ainda, em declarações ao Fundamental, que os pais faltosos estão longe de ser os que menos podem cumprir com essa obrigação, e referiu também que a missiva em causa pretendia era informar os pais faltosos que, no caso de não regularizem a sua dívida, iria ser pedido à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) que o agregado familiar em causa fosse referenciado, “já que poderia existir ali uma situação de perigo para a criança”, nas palavras do autarca. Os serviços camarários confirmaram ao Fundamental que no ano letivo transacto nenhum encarregado de educação foi notificado através do ofício “Regularização de mensalidade em atraso do serviço de refeições”, pelo que a intervenção da vereadora do PSD na autarquia cartaxeira estava pelo menos um ano desactualizada. Mesmo no Ano letivo anterior (2014/15), foram notificados com o ofício do mesmo teor apenas quatro encarregados de educação, cujas dívidas entretanto já foram liquidadas à data.

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VIAA.T.
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