
Luís de Sousa está a ser pressionado para suspender e não renovar a licença de exploração do aterro da Triaza. A tristemente famosa lixeira de Azambuja só tem causado dores de cabeça e revolta popular, e agora é André Salema quem dá a cara e assume a pressão ao Presidente da Câmara: “queremos estratégias para ir de encontro às aspirações das pessoas”, afirma.
André Salema é presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Azambuja e também membro da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Azambuja. Ou seja, não se trata de um mero e simples cidadão, mas alguém com responsabilidades do contexto da comunidade local. E é precisamente Salema quem assume a posição de pressão ao autarca líder do executivo.

Salema afirma: “Senhor presidente, está nas suas mãos defender os verdadeiros interesses dos munícipes de Azambuja no que a ambiente e saúde pública diz respeito”. O Fundamental sabe que André Salema é apoiado por outras figuras de relevo no âmbito político e autárquico em Azambuja. O movimento espera de Luís de Sousa uma posição firme e determinada em relação à lixeira de todas as preocupações.
A ideia de Salema e de quem o apoia passa exactamente por sugerir ao presidente da autarquia que se rodeie de técnicos ambientais e agentes de direito mais capacitados de forma a encarar o problema com “armas” capazes de fazer frente à actividade da Triaza.
Recorde-se que o aterro é suspeito de receber lixos vindos do estrangeiro, amianto e outras matérias nocivas para a saúde pública. Os odores em Azambuja andam no ar e não enganam: a população corre o risco de ser envenenada.
Outras fontes próximas do Partido Socialista também temem que esta matéria venha a representar um custo eleitoral elevado em 2021, aquando das próximas eleições autárquicas. Por essa razão, será de prever que este movimento iniciado por André Salema venha a ter nas próximas horas manifestações de apoio, inclusive dentro do próprio Partido Socialista. Enfim, só se fala de lixo em Azambuja.



















