
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Alenquer ainda não deu por concluída a discussão acerca do chumbo recente do Orçamento Retificativo apresentado na reunião da autarquia da passada segunda-feira, dia 9 de março. O documento foi reprovado pelos vereadores do PSD e pelos representantes do CHEGA e MAI – respetivamente Carlos Sequeira e Tiago Pedro. Agora a estrutura liderada localmente por João Miguel Nicolau tomou posição pública sobre o assunto.
E neste contexto o PS de Alenquer não tem dúvidas: “A oposição sabe bem que o único resultado do seu voto é impedir o apoio de emergência e a rápida reparação de algumas das infraestruturas destruídas”. E remata: “Quem afirma ter chumbado estas verbas por considerar a proposta pouco ambiciosa não apresentou qualquer alternativa credível”.
A estrutura local do Partido Socialista assumiu esta posição pública intitulando a mesma de “sete pontos para repor a verdade”. Os socialistas alenquerenses afirmam: “O executivo municipal propôs afetar mais 1 milhão de euros à reabilitação das estradas mais afetadas pelas tempestades de fevereiro e 500 mil euros de apoio às freguesias”. Esta solução foi chumbada pela oposição unida, como é do conhecimento público.
“Foi uma solução que nasceu da urgência de disponibilizar, de imediato, mais verbas para avançar com trabalhos críticos em alguns locais. A reabilitação total das infraestruturas que necessitam de intervenção, num valor global estimado em 14 milhões de euros, carece dos apoios definidos no PTRR, o programa de resposta à catástrofe climática que o Governo anunciou no âmbito do estado de calamidade declarado, mas que até agora não se traduziu na transferência de qualquer verba para o Município de Alenquer”, garante ainda a liderança da estrutura do PS de Alenquer.
A este propósito a estrutura socialista refere: “A Câmara Municipal de Alenquer, tal como todas as autarquias afetadas, não dispõe de capacidade orçamental para suportar, por si só, a reparação integral dos danos, pelo que a alteração orçamental que propusemos não dispensa um novo reforço de verbas municipais, mais significativo e adequado à resposta a todas as situações que ainda estão a ser apuradas de forma mais clara e aprofundada”.
O Partido Socialista de Alenquer manifesta não ter compreendido a posição da oposição: “Ao chumbar esta alteração orçamental, a oposição sabe bem que o único resultado do seu voto é impedir o apoio de emergência e a rápida reparação de algumas das infraestruturas destruídas, provocando inevitavelmente mais atrasos na resposta a situações críticas”. A posição pública socialista acrescenta, e citamos, que “é urgente que o Governo agilize a resposta aos pedidos de apoio já formalizados e comece a libertar as respetivas verbas para acudir às necessidades das populações e à reparação de infraestruturas vitais para a coesão territorial e o desenvolvimento do concelho”.
























