“André Ventura: o líder da Direita contra tudo e contra todos” – Opinião de Carlos Sequeira

O Fundamental convidou os representantes das forças políticas com assento no executivo camarário de Alenquer para emitirem opinião preferencialmente acerca das eleições presidenciais, ainda que, naturalmente, a escolha do tema a abordar neste espaço seja sempre livre e da responsabilidade do articulista. Publicamos hoje a opinião de Carlos Sequeira - Vereador do CHEGA na Câmara de Alenquer.

Como vereador do CHEGA no concelho de Alenquer, não posso deixar de sublinhar aquilo que ficou claro na 1.ª volta das Eleições Presidenciais: o grande vencedor político da noite foi André Ventura, que se afirmou, sem ambiguidades, como o verdadeiro líder da Direita em Portugal.

Em Alenquer, como no resto do País, ficou demonstrado que temas como a imigração descontrolada, a insegurança, a dependência crónica de subsídios e a degradação dos serviços públicos são preocupações reais dos portugueses. São problemas que afetam diretamente a vida das famílias, também aqui no nosso concelho, e que durante décadas foram ignorados pelos partidos do sistema. Os candidatos apoiados por quem continua a virar a cara a estas realidades foram, naturalmente, penalizados nas urnas.

Estas eleições revelaram um cansaço profundo com os mesmos protagonistas e com as mesmas políticas que nos governam há 50 anos e que apenas nos trouxeram empobrecimento e perda de qualidade de vida, algo evidente na saúde, na educação, na justiça e nos restantes serviços públicos, que também em Alenquer sentimos todos os dias.

O que os partidos do regime continuam a fingir que não veem é aquilo que estas eleições tornaram ainda mais claro: há uma contestação crescente ao sistema político instalado. O CHEGA trouxe uma nova narrativa à política portuguesa, a narrativa da verdade, da emoção e da proximidade com os portugueses comuns. André Ventura fala ao coração do povo e aos problemas reais do País, sem se curvar às elites nem ao politicamente correto. Foi algo para o qual os partidos do sistema e a comunicação social tendenciosa não estavam preparados.

Acordaram tarde e têm acumulado erros, recorrendo até ao desespero do “voto útil”, que os portugueses claramente rejeitaram. Apesar de a 1.ª volta ter sido vencida por António José Seguro, é evidente que esse resultado não veio apenas dos votos do Partido Socialista, mas também de outros partidos da esquerda, como o Livre e de todos aqueles que nada fazem por Portugal.

À direita, há ainda uma enorme margem de crescimento para André Ventura, enquanto António José Seguro está muito próximo do seu teto eleitoral. Só não teremos um Presidente da República de direita se o PSD e o CDS decidirem deitar a mão a políticos decadentes, “aos velhos do Restelo”. Se o fizerem, terão de assumir as consequências dessa escolha.

Estas eleições demonstraram também que os portugueses, incluindo muitos alenquerenses, já não se conformam com um Presidente decorativo. Querem um Presidente da República que questione, que confronte, que não ignore os problemas reais do País e que não tenha medo das palavras. Porque, afinal, “isto não é o Bangladesh”, e “a lei é para todos cumprirem”, sem exceções.

É também absolutamente inaceitável que se tente colar a ideia de que quem não votar em António José Seguro não é democrático. Que revela bem a arrogância de quem se julga dono da democracia e tenta deslegitimar milhões de portugueses que pensam de forma diferente. A chamada Direita tradicional, cada vez mais distante dos portugueses, tem agora uma enorme responsabilidade: decidir se quer um País que respire, que evolua e que acompanhe os países desenvolvidos da Europa; ou se prefere manter vivo o velho socialismo que empobrece Portugal.

Não esquecer que, ainda hoje, o PCP mantém força sobretudo nas autarquias locais e muitas vezes graças às gerigonças promovidas pelo Partido Socialista, que não hesita em dar a mão a quem ainda nem condenou a invasão da Rússia à Ucrânia.

A democracia escolheu dois candidatos para a 2.ª volta: um candidato de esquerda, do sistema, apoiado por partidos do sistema; e um candidato de direita, apoiado por um partido novo que rompeu com o bipartidarismo em Portugal. Hoje, em número de votos, a direita é mais forte do que toda a esquerda portuguesa. A decisão deveria ser clara. Mas há quem prefira continuar preso ao passado e acreditar na narrativa de que André Ventura é um “monstro” que colocará em causa a democracia.

Vamos liderar definitivamente a Direita e ignorar as narrativas da esquerda. Cada um terá a sua responsabilidade no voto. A minha, como vereador do CHEGA em Alenquer, não será continuar a contribuir para a pobreza, para o aumento de impostos, para a impunidade de alguns e para uma imigração descontrolada. Portugal e também Alenquer em particular nunca tiveram uma oportunidade tão grande como a que terão no próximo dia 8 de fevereiro. (Opinião de Carlos Sequeira – Vereador do CHEGA em Alenquer)

VIACarlos Sequeira
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