Abrigada: professor de Geografia e candidato do CHEGA acusado de abuso sexual de menor

De acordo com o Ministério Público há mais um militante do CHEGA acusado de abuso sexual de uma menor. A RTP divulgou esta noite um video que mostra o professor Artur Alves a tocar nas partes íntimas de uma aluna durante uma aula na Escola Básica de Abrigada. O incidente terá ocorrido em abril de 2024.

De acordo com o Ministério Público há mais um militante do CHEGA acusado de abuso sexual de uma menor. A RTP divulgou esta noite um video que mostra o professor Artur Alves a tocar nas partes íntimas de uma aluna durante uma aula na Escola Básica de Abrigada. O incidente terá ocorrido em abril de 2024.

Artur Alves foi o candidato do CHEGA em 2021 à autarquia vizinha de Arruda dos Vinhos. De acordo com a noticia avançada pela RTP, Artur Alves tem ligações aos outros dois militantes do CHEGA sobre os quais recaem acusações de suspeitas de abusos sexuais: Nuno Pardal, acusado de dois crimes de prostituição de menor; e Pedro Pessanha, investigado por alegada violação de menor.

O video em questão foi filmado por um aluno da turma e mostra de forma explicita um gesto repetido e insistente de Artur Alves, que perante toda a turma invade o espaço íntimo da jovem que não terá mais de 15 anos. Artur Alves é professor de Geografia e Tecnologia de Informação na Escola Básica de Abrigada e, ainda de acordo com a noticia da televisão pública, tentou apagar todo o rasto digital desde o incidente.

Artur Alves foi eleito presidente da Comissão Política Concelhia do CHEGA em Arruda dos Vinhos. E juntamente com Nuno Pardal e Pedro Pessanha aparecem juntos numa fotografia tirada aquando de uma visita do CHEGA à concelhia de Alenquer. A noticia avançada pela RTP afirma que o Ministério Público já abriu um inquérito a este incidente: Artur Alves está agora acusado de um crime de abuso sexual de menores.

O despacho de acusação afirma que se tratou, e citamos, de um “gesto premeditado e com antecedentes por parte do arguido”. “Pelo menos a partir de janeiro de 2024 o arguído, sentindo-se atraído pela sua aluna, formulou o propósito de estabelecer com a mesma uma relação de proximidade e de confiança, começando a dar atenção especial à aluna que não manifestava de igual forma pelos outros alunos”, afirma o MP. A acusação descreve ainda o ato de abuso: “Com a mão aberta contraiu a mão agarrando, apalpando e acariciando a parte interior, próxima da virilha, da coxa esquerda da aluna”.

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