
A Distrital do Oeste do PSD comemorou os 48 anos do partido na sede de Alenquer dos Social Democratas. O evento teve lugar no Feriado Municipal da Ascensão perante uma moldura humana de cerca de 120 pessoas e o convidado foi o vice presidente do grupo parlamentar do PSD, Ricardo Baptista Leite. Nuno Miguel Henriques não marcou presença neste evento, que alguns consideram ser uma manifestação de apoio da Distrital à Concelhia no diferendo que opõe vereador e estrutura local.
No discurso perante a plateia de convidados o presidente da secção de Alenquer do partido fundado por Sá Carneiro relembrou as memórias de Vítor Ronca e Manuel Guerra, “por aquilo que representaram e ainda representam para os militantes do PSD de Alenquer”, de acordo com palavras de Pedro Afonso, que também destacou, e citamos, “militantes já com muitos anos de entrega ao partido como Eurico Borlido e Vasco Miguel”.
Pedro Afonso não deixou de enviar um recado para os jovens que estão agora a iniciar o seu percurso partidário: “nunca, por nunca, troquem convicções por conveniências porque, creiam, é extremamente gratificante lutar por aquilo em que acreditamos”. E lançou criticas ao Serviço Nacional de Saúde, nas suas palavras, e voltamos a citar, “sem condições, com estruturas envelhecidas e com cerca de 1,3 milhões de Portugueses sem médico de família, aliás número bastante superior àquele que tínhamos em 2015”.
O líder do PSD pegou neste tema para falar do Concelho de Alenquer: “Estamos perante uma tragédia de que infelizmente o concelho de Alenquer é um triste exemplo, com cerca de 41.000 utentes, 55% dos quais sem médico de família, e onde o Carregado é o espelho mais dramático desta situação pois, dos 13.000 utentes, 11.200 não têm médico de família, o que corresponde a 86 por cento”.
O líder local do Partido Social Democrata também aproveitou a ocasião para dirigir criticas à distribuição da água em Alenquer: “20 anos depois desta concessão, e quando falta apenas 10 para terminar o contrato, a autarquia ainda anda a pagar milhares de euros em avenças para perceber de quem é a responsabilidade de mudar toda a rede de distribuição de águas cuja extensão é de 700 quilómetros”, criticou Afonso, que relembrou: “Estamos a falar de um investimento que ultrapassa os 80 milhões de euros, e se não for resolvido rapidamente podemos estar a hipotecar por muitos anos a estabilidade financeira da Câmara de Alenquer”.
Pedro Afonso escolheu também o PDM (“castrador de um planeamento urbanístico que possa voltar a colocar as indústrias no lugar onde devem estar, em Zonas Industriais bem delimitadas, e não no meio das habitações”, nas suas palavras) para fazer parceria com a Saúde e a Água naquele que parece ser a postura mais assertiva do PSD local enquanto partido da oposição. “As Instituições não podem é ser um instrumento de poder de quem ganha contra quem perde, não podem ser um instrumento de realização de interesses egoístas e egocêntricos e de corporações organizadas”, atirou o presidente da concelhia perante a plateia.
Esta “aliança” entre concelhia de Alenquer e Distrital do Oeste do PSD por ocasião dos 48 anos do partido não deixa de ser relevante também no contexto da “guerra” que deflagrou entre a concelhia liderada por Pedro Afonso e o vereador social democrata com assento na Câmara de Alenquer. “É claramente um sinal dado pela distrital de que está ao lado da concelhia no diferendo com o vereador”, refere fonte do PSD de Alenquer. De notar que Nuno Miguel Henriques não marcou presença neste evento.
























