Alenquer: Páscoa reaviva Festas do Império do Divino Espírito Santo

As Festas do Império do Divino Espírito Santo regressam a Alenquer inseridas nas comemorações pascais. Alenquer volta assim a ser Terra do Espírito Santo, após dois anos de celebrações condicionadas pela pandemia de Covid-19.

As Festas do Império do Divino Espírito Santo regressam a Alenquer inseridas nas comemorações pascais. O evento decorre na Vila Presépio de 17 de abril a 5 de junho. Alenquer volta assim a ser Terra do Espírito Santo, após dois anos de celebrações condicionadas pela pandemia de Covid-19.

Deste modo a população volta a poder vivenciar na íntegra esta tradição secular, que partiu de Alenquer e atualmente é celebrada em diversos pontos do globo, tendo sido inclusivamente candidata a uma das maravilhas do património imaterial nacional em 2019. Acrescentemos que o início das festividades assinala-se no próximo domingo numa missa solene de Páscoa com entronização das insígnias do Espírito Santo. A eucaristia terá lugar na Igreja de São Francisco, em Alenquer.

A partir deste momento seguem-se quase dois meses repletos de atividades e celebrações, numa lógica de valorizar e preservar o culto e as festas do Espírito Santo. Às iniciativas de cariz mais religioso, como missas e procissões, somam-se outras atividades como visitas guiadas, rotas turísticas, concertos, teatros, exposições ou tertúlias, espalhadas um pouco por todo o concelho.

De acordo com fonte da autarquia, o ponto alto está reservado para o fim de semana de 3 a 5 de junho, com a Festa da Luz, o Bodo típico terceirense ou a Feira do Pão. Estas celebrações decorrem num ambiente único, com tetos e tapetes floridos a enfeitar as ruas, contribuindo para uma experiência inesquecível, de acordo com declarações de Rui Costa, vice-presidente e vereador da cultura na autarquia de Alenquer.

Tencionamos reforçar o facto de estas serem uma das festas mais antigas do nosso país, que cumpriram 700 anos em 2021, e também estreitar os laços com diferentes comunidades no continente e nas ilhas, tornando-as numas festas de índole nacional”, acrescenta Rui Costa. Recordamos igualmente que o município de Alenquer, juntamente com os de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, está a trabalhar no sentido de preparar uma candidatura destas festas a património mundial imaterial da UNESCO.

“É uma fase de afirmação ainda. A nossa preocupação é envolver verdadeiramente as nossas comunidades. Se não for uma festa de todos os alenquerenses, nunca poderá ter assegurada a sua sustentabilidade e ser uma festa de todo o país, e por essa razão continuamos num caminho muito objetivo de consolidar a programação até 2025, dando ao mesmo tempo um toque de inovação”, remata o vice-presidente do município.

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