Azambuja caminha para cerco sanitário? Jornalista de Ovar conta experiência impressionante

E se Azambuja necessitasse de um cerco sanitário para combater o surto da Zona Industrial? Luís Ventura é jornalista, vive em Ovar e faz um relato impressionante dos tempos de Cerco Sanitário que durante semanas condicionou a vida dos vareiros.

Luís Ventura é jornalista e vive em Ovar, onde dirige a publicação Ovar News, um jornal digital de grande impacto naquela região. Em entrevista ao Fundamental Canal Luís faz um relato impressionante dos dias anteriores à implementação do Cerco Sanitário que durante semanas condicionou a vida dos vareiros e colocou Ovar no centro da pandemia em Portugal.

Numa altura em que Azambuja e a região continuam insistentemente no centro de todas as atenções no que ao surto de covid-19 diz respeito, a Zona Industrial já apresenta perto de 300 casos de infecção desde que a mesma foi despoletada na empresa Avipronto. Ainda ontem a Sonae MC apresentava 126 casos, após ter feito cerca de 357 testes. Os resultados de hoje estão no “segredo dos deuses”, e há quem reporte a quantidade significativa de trabalhadores que foram mandados para casa por testarem positivo. A cerca sanitária começa a ser um cenário a não descartar e há quem apelide de alarmista quem se atreve a questionar este hipotético cenário.

A verdade é que temos que estar preparados para todos os contextos. Conforme os leitores do Fundamental poderão depreender pelo relato de Luís Ventura, o que está a passar-se na Zona Industrial apresenta algumas semelhanças com o caso de Ovar e é motivo mais do que suficiente para que a população esteja de sobreaviso. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, já diz o povo na sua imensa sabedoria popular.

“Chegou a ser bastante assustador”, recorda Luís Ventura, que nesta entrevista faz um retrato fiel dos tempos difíceis que foram vividos em Ovar. Com precisão jornalística, Ventura refere que o concelho tinha entre 150 a 200 casos de infecção pelo coronavírus antes de ser estabelecida a cerca sanitária. “Foi um impacto tremendo, uma sensação de estar fechado e de não poder ir a lado nenhum”, recorda o Director do Ovar News.

Luís acrescenta: “Quando queríamos ir a algum lado dávamos de caras com blocos de betão em todas as estradas e carreiros”. O Director do Ovar News relembra que GNR, PSP e até o exército estavam presentes, naquele que se tornou um autêntico cenário de guerra. “Foi uma situação complicada de gerir, as empresas de Ovar tiveram de fechar, muitas delas multinacionais a facturar milhões”, relembra igualmente Luís Ventura.

Veja já a seguir a entrevista completa. Esclarecedora e elucidativa do que é realmente um cerco sanitário no âmbito desta pandemia de coronavírus que vivemos.

 

VIANuno Cláudio
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