Jerónimo Martins com 852 casos negativos de covid – empresa testou todos os colaboradores

A Jerónimo Martins testou em Azambuja mais de 850 trabalhadores em 3 dias. Os testes deram todos negativo. Susana Almeida, Supervisora de Armazém na Jerónimo Martins, afirma "no pico da pandemia senti-me mais segura aqui a trabalhar do que fora daqui". 

O Grupo Jerónimo Martins testou em Azambuja mais de 850 trabalhadores em 3 dias. Os testes deram todos negativo. Susana Almeida, Supervisora de Armazém na Jerónimo Martins, afirma “no pico da pandemia senti-me mais segura aqui a trabalhar do que fora daqui”. 

Os colaboradores desta unidade sediada às portas de Vila Nova da Rainha chegam às instalações fabris de autocarros que foram fretados pela empresa, para evitar utilizarem os transportes públicos. À entrada é-lhes medida a temperatura e foram disponibilizados dispensadores de álcool gel um pouco por todo o enorme armazém. Quando iniciam cada turno cada trabalhador tem direito a máscaras de uso obrigatório.

A empresa garante igualmente que nas mudanças de turno empilhadores e outros equipamentos de uso comum são “rigorosamente desinfectados”. Susana Almeida, Supervisora do Armazém de produtos não perecíveis, afirmou à RTP que, e citamos, “no pico da pandemia senti-me mais segura aqui a trabalhar do que fora daqui”.

A Jerónimo Martins afirmou igualmente que as medidas de prevenção no âmbito da Covid-19 começaram a ser implementadas nesta fábrica da Zona Industrial de Azambuja no final de Fevereiro. Júlio Timula, Director da Logística da Região Centro deste grupo empresarial, explica que metade dos trabalhadores foram mandados para casa e a empresa ficou a trabalhar com somente metade da equipa. “Fizemos todas as adaptações a que a situação obriga”.

Oitenta trabalhadores foram enviados para casa com vencimento integralmente pago pela Jerónimo Martins, dado que se tratavam de pessoas pertencentes ao chamado grupo de risco. Refira-se que no inicio de Março houve um trabalhador que testou positivo pela covid-19. Foi para casa, já recuperou e já foi de novo integrado ao serviço da empresa.

Com a explosão do já apelidado de “surto da Azambuja” a Jerónimo Martins decidiu testar todos os seus 852 trabalhadores. Leonor Gonçalves, Médica do Trabalho na Jerónimo Martins, refere: “Foi uma operação trabalhosa, mas conseguimos operacionalizar bem a realização dos testes”. Júlio Timula acrescenta: “Fizemos 852 testes e todos deram negativos”.

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