A Logística da ponderação e da responsabilidade

Opinião de Gonçalo Ferreira - Coordenador da Juventude Socialista de Azambuja

Há poucos dias, no seguimento dos últimos acontecimentos relacionados com o contágio por Covid-19 na empresa Avipronto, sediada na freguesia de Azambuja, não pude deixar de expressar a minha apreensão quanto às informações tornadas públicas sobre os mesmos, e sobretudo com algumas informações que nos foram dadas a conhecer através de declarações do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).

Como na altura referi, nunca é demais recordar que a legislação laboral em vigor protege, de forma clara e objectiva, o direito do trabalhador a ter condições de trabalho condignas porquanto lhe garantam o seu bem-estar físico e psíquico. Pois bem… O que disse na altura faz, mais do que nunca, todo o sentido hoje e agora!

A cada dia que passa somos confrontados com o aumento do número de contágios um pouco por toda a logística sediada no nosso Concelho. A este respeito, volto a frisar que as grandes empresas desse sector sediadas no nosso Concelho são eventuais focos de potencial contágio.

Desde logo, devido ao elevado número de colaboradores e às deslocações que fazem para os seus postos de trabalho – nomeadamente com recurso ao transporte público que por sua vez pode representar outro eventual foco de contágio – é evidente que tem de haver um cuidado e atenção redobrado por partes de todas as entidades. Para se salvaguardar a integridade física e saúde de todos e todas nós.

É da maior importância – é aliás uma elementar exigência! – que as diversas entidades empresariais encontrem soluções, juntamente com as autoridades de saúde, de modo a ultrapassar os problemas sanitários encontrados, com ponderação e moderação, protegendo sempre os seus colaboradores, quer na sua saúde quer nos seus postos de trabalho.

Neste tempo difícil que vivemos e em que muitas das vezes nem sabemos no que acreditar, é essencial que todos tomemos o maior dos cuidados já que depende, essencialmente, dos nossos comportamentos individuais o afastar desta pandemia.

Por fim, pensemos nisto: Se houvesse uma vacina disponível que nos garantisse a imunidade e protecção face a este vírus, sem dúvida que todos a ela recorreríamos sem hesitar um instante sequer. Certo? Pois bem, tenhamos então a consciência de que a vacina que temos neste momento é o cumprimento das regras que nos são impostas:

  • sair de casa quando for estritamente necessário;
  • usar máscara em espaços fechados ou quando exista contacto social;
  • lavar ou desinfectar as mãos amiúde;
  • Adoptar comportamentos ponderados e responsáveis.

Se assim for, todos sairemos bem – e a bem – desta terrível situação! Pelo bem de todos e todas!

VIAGonçalo Ferreira
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