
A Avipronto vai reabrir portas na próxima segunda-feira, mas Inês Louro não está de todo convencida de que esta seja a medida adequada no enquadramento que vivemos. A Delegada de Saúde tomou a decisão por considerar que a Avipronto já preenche todos os requisitos de segurança. A Presidente da Junta de Azambuja recorda o “comportamento de grande irresponsabilidade da administração da Avipronto num passado muito recente”.

Convidada a comentar este anuncio de reabertura da Avipronto, a autarca de Azambuja refere: “tanto quanto me foi dado a conhecer todos os trabalhadores já foram testados e as instalações desinfectadas. Também sei que foram detectadas, na sequência de uma vistoria à empresa, uma série de procedimentos incorrectos no plano de contingência, e por essa razão é preciso que se verifiquem que esses procedimentos já foram corrigidos por parte da empresa”, acrescenta Inês Louro, presidente da Junta de Freguesia de Azambuja desde 2013.

Mas a autarca não tem escondido a sua revolta para com a situação que aflige Azambuja e que Inês considera ter sido causada pela inacção da Avipronto: “A Administração da empresa demonstrou uma grande irresponsabilidade num passado muito recente, e por essa razão sou muito céptica em relação à sua reabertura imediata, porque não tenho garantias de que repetindo-se, uma situação idêntica, a Administração da empresa tomará uma outra atitude, ou seja, uma atitude responsável”.

Inês Louro recorda que a Administração da Avipronto já tinha conhecimento de casos de colaboradores infectados dentro das suas instalações. “Eram mais de 30, mas mesmo assim não interrompeu voluntariamente a produção, e só o fez quando a tal foi obrigada de forma coerciva”. Ainda assim Inês Louro fez questão de acrescentar: “Também compreendo que os postos de trabalho têm que ser assegurados, que nenhuma empresa sobrevive encerrada e que os trabalhadores não têm culpa da atitude da Administração”.
A autarca aproveitou para mandar um recado à Administração da unidade fabril: “que retomem a normalidade conscientemente e que tenham bem presente os danos provocados na saúde pública, que inclusive fizeram disparar a contabilidade dos infectados na área de Lisboa, bem como provocaram um impacto negativo para a nossa região e freguesia”.

















