Freguesia de Azambuja com 15 casos de coronavírus – Efeitos do descalabro na Avipronto

A Freguesia de Azambuja regista hoje 15 casos de cidadãos que acusaram positivo pelo novo coronavírus, no seguimento da pandemia que assolou a Avipronto. Inês Louro não esconde a sua revolta para com o que chama de falta de cuidado da empresa.

Já era aguardado um resultado desta natureza: a Freguesia de Azambuja regista hoje 15 casos de cidadãos que acusaram positivo pelo novo coronavírus. Trata-se de uma subida de 150 por cento em relação ao dia de ontem, quando então Azambuja tinha seis casos detectados, e mesmo assim esse número já representava uma subida a triplicar em relação às derradeiras 48 horas.

Contas feitas e em apenas três dias Azambuja sobe de dois para 15 casos de cidadãos infectados pelo covid-19. A pandemia que alastrou à empresa Avipronto e que o Fundamental noticiou em primeira mão na plenitude da sua dimensão acaba por ser determinante para os números que se registam hoje na Freguesia de Azambuja, já que muitos dos cidadãos afectados pela covid-19 que trabalham naquela unidade fabril são residentes da freguesia sede de concelho.

Já Inês Louro manifesta-se indignada com estes números e com tudo o que está a abater-se sobre a sua freguesia. “Sinto-me indignada; como é que empresa Avipronto não consegue evitar uma coisa destas? Trata-se de um descalabro cuja dimensão não consigo perceber”, refere a Presidente da Junta de Azambuja.

Inês Louro acrescenta: “Nós temos conseguido tomar conta do nosso território mas a Avipronto, num espaço confinado onde supostamente o controle é mais próximo e fácil de exercer, não conseguiu que fossem tomadas medidas efectivas e a tempo de evitar uma catástrofe destas. Volto a frisar: é muito difícil de entender e de aceitar uma situação desta dimensão”, assegura a autarca.

De realçar que o impacto total na freguesia de Azambuja ainda é desconhecido porque, e citamos Inês Louro, “vão seguir-se os testes aos trabalhadores nos próximos dias. É absolutamente revoltante ainda para mais quando a empresa já tinha conhecimento de 38 casos positivos mas ainda assim tiveram que receber uma ordem da ARS para pararem a laboração e só dessa forma fecharam portas”, declara a Presidente da Junta de Azambuja, não escondendo a sua revolta.

De realçar que no seguimento deste caso de pandemia na Avipronto existem 59 pessoas em isolamento domiciliário. Será fácil imaginar a quantidade de famílias que estão visivelmente expostas e até prejudicadas com este cenário a que a Avipronto deixou chegar a sua linha de laboração.

;
VIAAlexandre Silva
COMPARTILHAR