
O Presidente da CERCI – Flor da Vida afirmou hoje em exclusivo para o Fundamental que defende uma posição muito clara em relação aos testes ao coronavírus na instituição: “Ou fazem todos, ou então não faz ninguém”, afirma José Manuel Franco, a propósito da pretensa intenção de testar somente os funcionários daquela IPSS de Azambuja.

José Manuel Franco, recentemente empossado Presidente da CERCI mas cuja direcção tem uma providência cautelar “às costas” que está a deixar a instituição agarrada a enormes dificuldades, acrescenta: “temos 22 utentes, para além dos cerca de 50 funcionários que rotativamente aqui prestam serviço, e não faz sentido testar os colaboradores sem que esse teste incida também nos nossos utentes”, acrescenta o presidente da instituição.

Franco refere igualmente que, no seu entender, a CERCI existe para servir os utentes e eles terão de estar sempre na linha da frente de todas as preocupações e prioridades pelo que, na sua opinião, não faria qualquer sentido avançar com testes aos cerca de 51 funcionários sem que esses mesmos testes ao Covid-19 não incidissem igualmente nos 22 utentes para os quais a CERCI é, acima de tudo, a sua casa.

Recorde-se que o julgamento da Providência Cautelar interposta pela candidatura de Vasco Ramos à Presidência do Conselho de Administração da CERCI de Azambuja teve lugar no passado dia 17 de Março. A Providência Cautelar foi apresentada a seguir ao acto eleitoral, sendo que a candidatura de Vasco Ramos pretende anular as eleições das quais resultou a vitória da lista de Franco, alegando ter-lhe sido negado o acesso à listagem dos cooperadores no período que antecedeu o sufrágio.
Certo é que esta recusa em facultar a lista de cooperadores foi apresentada a ambas as listas concorrentes à direcção da CERCI. Só após um parecer da CASES – Companhia António Sérgio para a Economia Social – é que a presidente da mesa da assembleia geral da instituição disponibilizou a lista de cooperantes a ambas as candidaturas. Estávamos na altura a 24 horas de distância do ato eleitoral.
O Fundamental recorda-lhe que houve o entendimento, por parte da Mesa da Assembleia Geral, de que tal lista de cooperadores não poderia ser divulgada por uma questão de protecção de dados pessoais. Os pedidos que a lista de Vasco fez pretendiam aceder ao nome dos cooperantes, mas também a outros dados pessoais. Segundo o Fundamental apurou, esses outros dados pessoais são informações que não poderiam ser fornecidas, o que resultaram em pedidos sem fundamento legal.

Mas a candidatura de Vasco Ramos entendeu que a candidatura de José Manuel Franco estaria em clara vantagem pelo facto de ter nas suas listas um elemento da direcção anterior. No entender destes candidatos, tal elemento teria acesso à lista de cooperantes e esse facto poderia ser decisivo em campanha.
E daí até à Providência Cautelar foi um passo curto. De realçar que esta Providência Cautelar suspende os plenos poderes da actual direcção, ficando esta com poderes para realizar apenas actos de gestão corrente. Ou seja, neste momento a direcção de José Manuel Franco continua a não poder renegociar ou celebrar quaisquer contratos, nem despedir nem contratar ninguém, sequer candidatar-se a Fundos Comunitários. Com o acréscimo da pandemia do coronavírus para complicar, a vida desta instituição conhece dias difíceis.
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