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Alenquer: Aterro de Ota vai receber 50 mil toneladas de lixo de Itália

A Agência Portuguesa do Ambiente confirmou durante o dia de hoje que o aterro da Ota está autorizado a receber 50 mil toneladas de resíduos industriais não perigosos provenientes de Itália.

A Agência Portuguesa do Ambiente confirmou durante o dia de hoje que o aterro da Ota está autorizado a receber 50 mil toneladas de resíduos industriais não perigosos provenientes de Itália. Esta quantidade de lixo será recebida por esta estrutura até Setembro deste ano.

Refira-se que o aterro da Ota, explorado pela empresa Proresi, já recebeu naquele espaço próximo da Quinta do Archino cerca de 20 mil toneladas de resíduos. De acordo com a informação veículada hoje, o aterro situado no município de Alenquer pode ainda vir a receber as 30 mil toneladas de lixo que restam até Maio ou mesmo até Setembro deste ano, conforme cada um dos processos.

De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, os resíduos que estão a ser depositados em Ota são semelhantes a resíduos urbanos. “Foram sujeitos a tratamento prévio, tendo os mesmos sido objecto de análises laboratoriais de caracterização previamente ao pedido de autorização”, refere fonte da APA.

Acrescente-se ainda que a Agência Portuguesa do Ambiente tem a competência de recusar essas transferências de lixo “se forem verificadas situações de risco ou de falta de capacidade ou habilitação dos operadores nacionais para esta recepção”, o que não se verificou no caso do aterro da Ota, de acordo com a mesma agência.

A título de curiosidade, o aterro da Proresi tem uma capacidade instalada licenciada de 1,2 milhões de toneladas, tendo recebido 63 mil toneladas em 2018, de acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, que esclareceu que o licenciamento não diferencia se é para resíduos nacionais ou com origem noutros países.

Relembre-se que recentemente Diogo Carvalho veio avisar que muitos dos resíduos podem estar a ser recebidos oriundos de outros países. O presidente da Junta de Freguesia da Ota teve em conta o volume de camiões carregados com contentores que estão a atravessar a localidade em direcção ao aterro, que fica situado na extremidade da freguesia, perto da fronteira com Aveiras de Cima.

Nessa altura Diogo Carvalho disse suspeitar que o aterro da Proresi está a funcionar mal. O autarca baseia-se no facto de por ali existirem maus cheiros e haver amontoados de resíduos que atingem os 45 metros de altitude. Quem conhece bem aquela zona desde há anos sente na perfeição a diferença: actualmente dá vómitos só de passar naquele local e sentir o odor na atmosfera circundante.

Acrescente-se ainda que na última Assembleia Municipal de Alenquer Diogo Carvalho apresentou uma recomendação, que foi aprovada por unanimidade, com o intuito de alertar para o estado deste aterro. Nessa recomendação o presidente da Junta de Freguesia de Ota solicitava a intervenção das entidades competentes.

 


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VIAAlexandre Silva
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