Alenquer: Chemina à venda e em risco de derrocada

A Chemina está à venda por 1,1 milhões de euros. À beira da ruína e em risco de derrocada, a velha fábrica foi comprada pela Câmara nos anos 90 do século XX por 210 mil contos, um valor idêntico ao que agora pede no processo de tentativa de venda.

A Chemina está à venda. A autarquia de Alenquer vai lançar uma hasta pública destinada a vender a antiga fábrica de lanifícios pelo valor de 1,1 milhões de euros. O edifício está à beira da ruína e em risco de derrocada. Recorde-se que a autarquia adquiriu a Chemina nos anos 90 do século XX por 210 mil contos, um valor idêntico ao que agora pede no processo de tentativa de venda.

Desde há vários anos que se fala de possíveis interessados – leia-se investidores – para a aquisição da Chemina, mas a verdade é que o tempo passa e o imóvel fica cada vez mais degradado. A Câmara de Alenquer decidiu desta vez colocar a Chemina em hasta pública para que todos os investidores possam ter acesso à aquisição do imóvel. O valor de venda foi aprovado com os votos da maioria socialista.

A ideia passa por construir um hotel naquela velha estrutura, segundo a proposta aprovada na reunião da autarquia alenquerense ocorrida nesta última segunda-feira, dia 4 de Fevereiro. A Câmara de Alenquer afirma não ter dinheiro para concretizar tal investimento, que estima poder ascender a 4 ou 5 milhões de euros.

Quem pretender adquirir a Chemina terá de pagar 10 por cento do valor pedido até 5 dias após a adjudicação da venda do imóvel. Terá ainda que apresentar um projecto destinado a edificar uma unidade hoteleira sem que a fachada e a traça originais da Chemina sejam alteradas. O futuro hotel terá igualmente que disponibilizar para a autarquia a utilização de um auditório ou sala de conferências.

A proposta apresenta ainda outras exigências, sobretudo relacionadas com prazos. O futuro adjudicatário terá de concluir o projecto em 3 anos, sob pena de ter de pagar à autarquia de Alenquer 50 mil euros por cada ano excedente. Já o projecto definitivo da unidade hoteleira terá de dar entrada na Câmara no máximo três meses após efectivação da hasta pública, quando então o novo proprietário da Chemina terá de liquidar os restantes 90 por cento do valor de aquisição.

A verdade é que a Chemina está à beira da derrocada. Técnicos da autarquia de Alenquer garantem ter vindo a monitorizar o velho edifício e registaram um desvio de 5 centímetros na estrutura do mesmo, o que pode ser sinal de que pequenas derrocadas estarão iminentes.

O Fundamental recupera neste artigo uma reportagem em formato video publicada em 1 de Agosto de 2017, incluída na rubrica “Câmera Ardente”, e que recorda um pouco da história da Chemina.

 

VIAAlexandre Silva
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