
Os responsáveis pela instituição Casa Mãe andam por estes dias com os nervos em franja. O destino pregou uma partida ao Prior António Cardoso, que viu Deus confiar-lhe uma missão que representa um grande desafio. Vou contar-lhe a história com todos os pormenores. Um exclusivo do Fundamental – Jornal Online.
Uma mulher de nacionalidade inglesa é a origem de todas as preocupações do Prior e dos responsáveis da Casa Mãe. Esta cidadã britânica tem pouco mais de 30 anos e é mãe de três filhos rapazes, com 12, 8 e 6 anos de idade. A Segurança Social portuguesa retirou-lhe a guarda das três crianças, tendo entregue os menores precisamente à Casa Mãe, de Aveiras de Cima.
Sucede que não é caso virgem. Já em Inglaterra aconteceu o mesmo, e a mulher acabou por viajar para Portugal, diz-se que fugida à Segurança Social britânica. No nosso país não teve destino diferente, e acabou por ser considerada inadaptada para cuidar dos próprios filhos. O Estado Português optou por confiar a guarda das crianças à Casa Mãe, a instituição fundada pelo Prior António Cardoso.
Foi então que começaram todos os problemas que nos últimos seis meses têm assolado a Casa Mãe. A mulher foi viver para Aveiras de Cima, onde tem feito a vida negra aos responsáveis daquela instituição. “Tem sido um pavor diário, e as pessoas responsáveis pela Casa Mãe já nem dormir conseguem”, asseguram ao Fundamental.
A cidadã inglesa vive “aos caídos” em Aveiras. Normalmente junta-se com toxicodependentes de longa data, bem identificados e conhecidos da população local, e pernoita em ruínas e casas abandonadas. Não tem local permanente para habitação nem se lhe conhecem meios de subsistência. Há tempos juntou-se com um rapaz toxicodependente e foram viver para uma tenda montada num terreno privado, até ao dia em que o dono do terreno correu com os “invasores”.
A mulher anda “aos caídos”, mas mesmo assim faz a vida negra aos responsáveis pela Casa Mãe, instituição que visita com frequência, normalmente para perpetrar alguma tropelia. Numa das últimas vezes “roubou” os sapatos do próprio filho e, fugindo com os mesmos, ameaçou os técnicos da Casa Mãe, assegurando que aqueles sapatos serviriam para “dar a um jornal”. Dentro do seu comportamento desviante, a mulher procura desesperadamente provar que na Casa Mãe os filhos estão mal tratados.
Mas o que mais preocupa os responsáveis pela Instituição de Aveiras de Cima está relacionado com o bom nome do técnico Filipe Mota, que a mulher britânica procura denegrir com as suas desesperadas iniciativas. “Inventou um abaixo assinado e andou pelas lojas e cabeleireiros de Aveiras a procurar que os habitantes de Aveiras pactuassem com a sua loucura, mas ninguém quis saber daquilo para nada”, garante uma fonte ao Fundamental.
Os argumentos eram patéticos e carregados de maldade, dignos de revoltar qualquer pai que com dedicação e carinho cuida de uma criança de seis anos que poderia ser seu filho, mas são argumentos suficientes para preocupar os responsáveis pela Casa Mãe. “Nos tempos em que vivemos é num instante enquanto se denigre e prejudica injustamente a imagem de uma pessoa, mesmo que idónea e acima de qualquer suspeita como é o caso”, refere a mesma fonte ligada desde sempre à Paróquia.
Esta situação já dura há mais de seis meses e tem preocupado os responsáveis pela Casa Mãe. A directora Maria João Vaz e a Psicóloga Sara Lopes já perderam algumas noites de sono devido a este “desafio” que está a ser colocado à instituição que representam, diga-se, com grande profissionalismo e dedicação. A solução passa por conseguir que as crianças sejam entregues a uma instituição similar inglesa, que é, afinal, o seu país de origem.
Já o Prior António Cardoso também se manifesta incomodado com a situação. É mais um desafio que se apresenta a este homem cuja vida foi passada a superar obstáculos imponentes, sempre em prol do bem estar e do interesse colectivo. A sua obra é única e a dimensão da mesma é de tal forma grande que este não passa certamente de mais um episódio passageiro. Daqueles que arreliam enquanto dura, mas que em breve não vai passar de uma incómoda memória.


























