

Os Bombeiros Voluntários de Azambuja estão à beira da asfixia financeira. O IPO – Instituto Português de Oncologia – deve a esta instituição uma verba considerável, mas o atraso no pagamento das mesmas facturas está a deixar os Bombeiros de Azambuja numa situação difícil de sustentar. Só até finais de Agosto do ano passado o valor em dívida ascendia a 5.806 euros. A verba não inclui os serviços prestados desde a referida data até ao presente.

No passado dia 3 de março, os Bombeiros Voluntários de Azambuja foram informados de que estariam em vias de pagamento três facturas que totalizavam o montante de 5.806. Este é o valor já referido, que corresponderia à hipotética regularizarão das facturas pendentes até agosto do ano transacto. No entanto, os Bombeiros de Azambuja querem e necessitam de receber mais dinheiro, já que estão em causa oito meses de serviços em atraso.
“Este montante é manifestamente insuficiente para regularizar as dívidas que neste momento temos pendentes para com os nossos fornecedores, não permitindo que a situação de dificuldade já relatada se altere substancialmente”, referiu Conceição Sousa, Vice-Presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Azambuja, aquando da promessa de pagamento dos serviços prestados até agosto de 2016, pagamento que já na altura seria efectuado com sete meses de atraso.

Conceição Sousa acrescenta: “Não é de todo compreensível que este Instituto continue a asfixiar sistematicamente a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Azambuja, uma instituição sem fins lucrativos, que apenas pretende servir o bem comum, recorrendo para isso e em grande parte a trabalho voluntario”.
A Vice-Presidente dos Bombeiros de Azambuja refere ainda: “Necessitamos de ver concretizada a regularização urgente de todas as faturas pendentes e ainda que os pagamentos das que vão sendo emitidas não ultrapassem os prazos previstos na lei”.

Conceição relembra igualmente um facto curioso: “É oportuno referir que, contactada a Secretaria de Estado da Saúde e a ACSS (Administração Central do Sistema de Saúde), ambos se tenham pronunciado no sentido de não entender o motivo deste atraso”.
















