Cartaxo recorda 32 anos sobre a tragédia da explosão na escola secundária

O 25 de janeiro será sempre uma data que recorda aos cartaxeiros um dos piores momentos da sua história recente. Ontem voltou a ser dia de relembrar a explosão ocorrida em 1985 na Escola Secundária local.

A Escola Secundária do Cartaxo foi alvo de uma violenta explosão a 25 de janeiro de 1985. Alunos, professores e familiares ficaram marcados para a vida.

O 25 de janeiro será sempre uma data que recorda aos cartaxeiros um dos piores momentos da sua história recente. Ontem voltou a ser dia de relembrar a explosão ocorrida em 1985 na Escola Secundária local. Pedro Ribeiro, presidente da autarquia cartaxeira, relembra: “Passaram 32 anos sobre a tragédia da explosão na Escola Secundária do Cartaxo. Estudava no ciclo – actual Escola de 1.º ciclo José Tagarro – e recordo o barulho ensurdecedor das sirenes das ambulâncias que nos davam o sinal de algo muito grave se tinha passado na terra.”

Vasco Cunha teve um papel decisivo no desbloquear das indemnizações estatais para as vítimas da explosão na secundária do Cartaxo

O autarca continua, exigindo um esforço extra à sua própria memória: “Recordo o caminho que fizemos para a Escola Secundária. Recordo o dia cinzento, as ruas cheias de famílias em pânico, as muitas perguntas pelo paradeiro dos filhos. Um dia trágico para a terra e para muitas famílias. Recordo as vidas perdidas, as vidas complicadas, as injustiças cometidas, um Estado que tardou a assumir a plenitude das suas responsabilidades.”

O presidente da Câmara do Cartaxo ainda consegue encontar motivos para relembrar alguns aspectos menos negativos, no meio de tanta tristesa: “Recordo, contudo, a enorme onda de solidariedade que se formou na nossa comunidade, os eventos de solidariedade que se organizaram com a participação de muitos artistas. O do cinema irá perpetuar-se na minha memória. Um abraço solidário para todas as vítimas e para as suas famílias.”

Pedro Ribeiro recorda um dia triste que dificilmente se apagará da sua memória

O trágico acidente ocorreu na Escola Secundária do Cartaxo, tendo vitimado dois alunos e deixando em dezenas de outros marcas profundas, em muitos casos marcas que se prolongarão para toda a vida. A explosão ficou a dever-se a uma fuga de gás. A ausência de uma torneira de segurança no terminal de gás no interior de uma bancada levou a que o gás se acumulasse progressivamente na referida sala de aulas, dando origem à fatídica explosão.

Vasco Cunha, vereador na autarquia cartaxeira, assumiu o cargo de deputado na Assembleia da República no ano de 2002 e foi decisivo no desbloquear do processo de indemnizações às vítimas, um processo moroso que se arrastava desde o ano dos fatídicos acontecimentos. As vítimas acabaram por ser indemnizadas pelo estado com valores monetários relativos a danos morais, o que sucedeu em 2003.

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VIAAlexandre Silva
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