Coveiro de Alenquer ajusta contas com casal Caseiro enquanto decorria funeral da matriarca da família

O coveiro do cemitério de Alenquer aproveitou o momento delicado do funeral de Odete Caseiro para, nas palavras de Ana Paula Caseiro, dar um valente sermão ao casal. Tudo por causa da recente notícia publicada pelo Fundamental a 1 de Dezembro, em que Ana e Jorge revelaram o estado de abandono a que foi deixada a zona envolvente à lápide de Vasco Caseiro, patriarca da família.

Segundo Ana Paula, o coveiro de Alenquer não terá respeitado o momento delicado das cerimónias fúnebres da matriarca da família Caseiro, e vai de dar um sermão no casal, já de si destroçado pelo falecimento de Odete Caseiro.

Ele há dias em que os ajustes de contas aparecem nos momentos mais infelizes e inapropriados. Foi o que aconteceu ao casal Jorge Roque Caseiro e Ana Paula Caseiro no passado dia 3 de Janeiro, quando então viveram mais um momento de tristeza, com o falecimento e funeral da matriarca da família, Odete Caseiro. O coveiro do cemitério de Alenquer aproveitou a altura particularmente delicada de tapar a urna com terra para, nas palavras de Ana Paula, dar um valente sermão ao casal. Tudo por causa da recente notícia publicada pelo Fundamental – Jornal Online.

Ana Paula Caseiro, em declarações ao Fundamental – Jornal Online, revela o sucedido: “Aconteceu durante o funeral da minha sogra: como a senhora não quis a presença de um Padre a acompanhar o seu funeral, nós fizemos-lhe a vontade. Só não esperávamos é que a tristeza do coveiro passasse o tempo em que foi tapando a urna a dar-nos um sermão”, afirma Ana Caseiro, que acrescenta: “O sermão tinha a ver com o que exprimimos no Facebook e com o que o Fundamental publicou, a nosso pedido”.

Ana Caseiro não tem dúvidas: o coveiro está a vingar-se das notícias vindas a público a 1 de Dezembro último, precisamente no Fundamental. “Deve estar dorido do que eu e o meu marido falámos acerca da campa do meu sogro”. Recorde-se que o título da reportagem foi “Câmara de Alenquer despreza campa de Vasco Caseiro por ter sido militante Comunista”. Na altura, o nosso jornal apurou que a sepultura de Vasco da Gama Caseiro estava a ser votada ao abandono pelo coveiro do Cemitério de Alenquer, e tudo porque tem inscrita na lápide a sigla do Partido Comunista.

O Fundamental apurou igualmente que o coveiro garantia que a ordem para deixar a sepultura ao abandono vinha de cima. Convém frisar que neste local em concreto do cemitério de Alenquer os terrenos destinados às sepulturas não são adquiridos pelos familiares dos falecidos, o que significa que os arranjos dos espaços envolventes às lápides são da responsabilidade de quem assegura a manutenção do cemitério.

Foi neste contexto que o casal Jorge e Ana Caseiro se queixou do abandono da sepultura de Vasco da Gama Caseiro, destacado militante Comunista de Alenquer, que deixou expressa a vontade de ver inscrita na sua lápide a sigla do Partido Comunista Português. Os seus familiares fizeram-lhe a vontade, mas a sigla do PCP inscrita na lápide terá dado origem ao facto da zona envolvente à campa de Vasco Caseiro não apresentar os devidos cuidados de manutenção. Ana Paula e Jorge Caseiro estavam revoltados com a situação, e desse estado de espírito deram conta à nossa reportagem. O coveiro terá então aproveitado o funeral da matriarca da família Caseiro no passado dia 3 para, num acto considerado de insensibilidade e desrespeito pelo momento, dar um raspanete no casal. E logo no momento em que a urna de Odete Caseiro descia à terra.

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VIAAlexandre Silva
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