
A Plataforma EN3 está em marcha e será apresentada ao público na próxima terça-feira, dia 6 de Dezembro. Trata-se de um movimento apartidário que pretende contribuir para solucionar o perigo que representa para a comunidade as condições adversas da estrada nacional 3, concretamente em relação ao troço compreendido entre Vila Nova da Rainha e Azambuja.
Este movimento é liderado por três figuras sobejamente conhecidas em Azambuja e no concelho. André Salema, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Azambuja; Joaquim Ramos, ex-presidente da autarquia local e ainda Inês Louro, advogada e líder do executivo da Junta de Freguesia de Azambuja.

Salema já perdeu um familiar directo neste trajecto fatídico, ao passo que tanto Inês como Ramos sentem a responsabilidade de promover iniciativas que possam vir a contribuir para a resolução desta questão no âmbito das suas competências autárquicas.
O movimento argumenta que esta é uma responsabilidade do poder central, bem como uma promessa de longa data. “Há anos que a Administração Central, quer através do Governo quer dos seus organismos, nomeadamente o Instituto das Estradas de Portugal, vem assumindo o compromisso de intervir na Estrada Nacional 3, no troço entre em Azambuja e o nó de entroncamento na A1, no Carregado”, referem. No entanto, este compromisso não tem passado de mera intenção, e os números estão à vista: entre 2000 e 2015, verificaram-se, só na área do Município de Azambuja, 457 acidentes de que resultaram 30 mortos, 67 feridos graves e 533 feridos ligeiros. “Tudo isto sem qualquer intervenção por parte da Administração Central”, acrescenta o movimento, que refere ainda: “É tempo de obrigar o Estado Português a concretizar o compromisso assinado entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da Câmara de Azambuja à altura da negociação das contrapartidas da Ota – isto é, há mais de sete anos!”
A apresentação desta iniciativa decorrerá no salão nobre dos Bombeiros Voluntários de Azambuja. André Salema será o primeiro a intervir e contextualizará o aparecimento da Plataforma EN3.

Joaquim Ramos fará um enquadramento histórico do processo relacionado com este troço da estrada nacional, ao passo que Inês Louro apresentará algumas ideias no sentido de requalificar esta via, concretamente na região das plataformas logísticas. Uma das sugestões passa pelo alargamento da via para duas faixas em ambos os sentidos, incluindo a construção de um separador central e o acréscimo de mais uma ou duas rotundas.

















