

Adivinha-se intensa a sessão de hoje da Assembleia Municipal de Azambuja, a realizar no Convento de Santa Maria das Virtudes a partir das oito e meia da noite. Luís de Sousa, o presidente da Câmara de Azambuja, deverá de novo ser confrontado com problemas relacionados com o fornecimento de água ao domicílio na Freguesia de Aveiras de Cima. O Fundamental tem conhecimento de que nos últimos dias alguns habitantes receberam facturas de água de centenas de euros, valores muito para lá da média de consumos registados habitualmente por estes consumidores. Foi o caso de uma senhora reformada cuja factura ascende a cerca de 400 euros. Ainda por cima no seguimento de um período conturbado, durante o qual os habitantes de Aveiras chegaram a estar cerca de nove horas consecutivas sem que a água corresse nas torneiras das suas casas, devido a sucessivas rupturas relacionadas com a antiguidade e falta de preparação da rede na Rua Francisco Almeida Grandela. Na altura, António Torrão chegou a interpelar o presidente da autarquia sobre este assunto, sugerindo que os habitantes de Aveiras deveriam recusar pagar a factura da água devido à insuficiente qualidade do serviço.
Houve quem considerasse inadequada e até irresponsável a postura do presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, mas a verdade é que as facturas de elevado valor difíceis de explicar por parte da empresa Águas de Azambuja só vêm dar força à posição de Torrão, que encontra nos seus conterrâneos aliados determinados em fazer face àquilo que consideram ser uma injustiça por parte da empresa concessionária do serviço de fornecimento de água ao domicílio. A Assembleia Municipal de Azambuja irá reunir em sessão ordinária a partir das vinte horas e trinta minutos. A sessão deste organismo, presidido por António José Matos, decorrerá no Convento de Santa Maria das Virtudes, na Freguesia de Aveiras de Baixo, e tudo indica que Luís de Sousa será de novo confrontado com mais uma avalanche de cidadãos descontentes com a Águas de Azambuja.
















