

O Jardim de Infância do Cartaxo (JIC) acaba de concretizar um despedimento colectivo de dez funcionários, que a partir de hoje ficam oficialmente desempregados e vão engrossar a já extensa lista de inscritos do Centro de Emprego. O presidente da instituição diz que não havia outra alternativa ao despedimento destes dez funcionários. Dário Nogueira avança com uma explicação para o despedimento colectivo: “Desde há dois anos que o Jardim de Infância do Cartaxo tem vindo a registar custos superiores às receitas, tendo-se registado este desequilíbrio desde que o JIC deixou de fornecer refeições à Câmara Municipal do Cartaxo”.

O presidente da direcção daquela instituição cartaxeira acrescenta: “Tentámos baixar os custos, mas essa operação revelou-se pouco eficaz já que os vencimentos correspondiam a 85 por cento do orçamento, pelo que apenas nos restavam duas possibilidades para procurar manter os empregos: ou aumentávamos as mensalidades dos meninos em cerca de 50 por cento, ou reduzíamos os salários”. Tendo em conta o despedimento colectivo que se verificou, concluimos que nenhuma das opções anteriores terá sido do agrado da direcção do Jardim de Infância do Cartaxo. Dário Nogueira garante que este foi um ajuste necessário para manter o bom funcionamento do JIC, instituição que, recorde-se, está em funcionamento há 47 anos: “O número cada vez mais reduzido de meninos levou ao encerramento de duas salas, sendo necessário efectuar este ajuste de funcionários”. Mas os pais das crianças utentes deste jardim de infância estão preocupados pois afirmam que o JIC continua a aceitar crianças, mesmo com dez funcionários a menos. “O presidente é quem manda, não dá explicações à restante direcção e protege família e amigos que lá estão dentro”, garantiu uma fonte ao Fundamental – Diário Online, que acrescenta: “Verifica-se um clima de insegurança por parte dos pais, que têm medo daqui para a frente de como vai ser assegurada a qualidade do tratamento das nossas crianças, pois a direcção continua a aceitar meninos na instituição, mesmo com dez funcionários a menos”. A mesma fonte afirma-se conhecedora dos meandros da gestão do GIC e não se coíbe de afirmar: “Os vários podres monetários relacionados com a gestão é que estão a levar com que tudo isto de passe, pois o presidente é quem manda em tudo sem dar cavaco à restante direção e protege a família e amigos que estão lá dentro do jardim de infância”. A mesma fonte acrescenta: “Seria muito útil que fosse feita uma auditoria às contas, aos orçamentos, aos fundos de apoio recebidos, para que de uma vez por todas a sociedade cartaxeira pudesse tirar conclusões olhando para factos”. Já Pedro Ribeiro, presidente da autarquia cartaxeira, afirma que estas são notícias angustiantes: “Conheço as dificuldades que os dirigentes daquela instituição enfrentam no sentido de a tornar viável, e oxalá que encontrem as soluções adequadas no sentido de tornar o Jardim de Infância sustentável”. O autarca acrescenta: “A autarquia não vai poder ajudar estas pessoas no tocante a garantir-lhes emprego já que por lei estamos impedidos de contratar”.
















