Vladimiro Matos afirma que comércio de Alenquer definha a cada dia

O antigo empresário assinala hoje 67 anos e relembra os dias pujantes do comércio tradicional de Alenquer, pelo qual lutou durante os anos de dirigente da ACICA.

Vladimiro Castilho de Matos destaca Manuel da Graça como "um grande homem, um empresário de sucesso e uma pessoa com valores humanos bastante valiosos, um humanista, que marcou o empresariado em Alenquer de forma muito especial.

O comércio tradicional da Vila de Alenquer está mergulhado numa crise sem precedentes e vive uma situação de evidente decadência. O facto não passou despercebido a Vladimiro Matos, conhecido empresário agora na reforma, mas que durante anos a fio – toda a sua vida será a expressão mais correcta – esteve estabelecido naquela que também é conhecida por Vila Presépio. Em dia de comemorar 67 anos, Vladimiro não passou sem assinalar a data, recordando aquilo que tristemente é uma evidência para todos: “Sinto uma enorme tristeza quando verifico o marasmo da nossa linda Alenquer e do seu comércio que definha dia após dia, este comércio pelo qual eu tanto lutei ao longo dos 12 anos em que fiz parte da Direcção da Acica”.

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Recorde que Vladimiro de Matos foi presidente da direcção da Associação Comercial e Indistrial do Concelho de Alenquer, cargo que começou a desempenhar ainda no final dos anos noventa do século passado, periodo em que a ACICA terá conhecido porventura a sua maior expressão no contexto da dinâmica com que serviu os propósitos da sua existência. Em dia de aniversário o antigo empreendedor alenquerense não deixou de recordar a sua antiga empresa, a emblemática M.A. Matos lda, e referiu: “a vida ensina-nos muito, nomeadamente a aprender a viver com os bons e maus momentos, sem perder de vista o nosso estatuto de cidadãos e cidadãs de corpo inteiro e a lutar por aquilo que acreditamos, por uma sociedade mais justa e mais fraterna. Enquanto as forças me permitirem, não deixarei de manter a minha intervenção social”. Vladimiro de Matos continua a ser uma referência da sociedade alenquerense, continuando hoje ligado ao associativismo popular, voluntário e benévolo, através da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, onde presta a sua colaboração como membro da direcção nacional. O seu legado na participação cívica no seio da sociedade alenquerense é indesmentivel.

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VIAN.C.
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