Moradores de Aveiras querem deixar cobras e ratazanas do Rio da Milhariça à porta da Câmara

Os moradores de Aveiras estão à beira do limite das suas paciências e preparam-se para levar a cabo um protesto original mas provavelmente muito eficiente: agarrar num bom punhado de cobras e de ratazanas caçados no Rio da Milhariça e postá-los à porta da Câmara de Azambuja.

Como se não bastassem as cobras e ratazanas que o rodeiam no dia-a-dia, agora também vêm aí as congéneres do Rio da Milhariça. Pobre presidente...

Longe vão os tempos em que as senhoras aqui lavavam roupa, em convívio pacífico com pequenos peixes, rãs e outras espécies que pulvilhavam este ribeiro que atravessa Aveiras de Cima. Os moradores do Bairro da Milhariça estão pelos cabelos com o mau estado do conhecido em Aveiras por Rio da Milhariça. A verdade é que aquele curso de água pouco tem de rio, já que o fio de água que por lá corre está impregnado de poluição. Canas, ratazanas, cobras e outras espécies convivem paredes meias com os quintais das populações de Aveiras, e os moradores vêem os anos passarem sem que câmara municipal ou mesmo a junta de freguesia demonstrem capacidade ou vontade para resolver a situação. “Ainda se enxofram todos quando lá vamos apresentar alguma reclamação, até parece que os culpados somos nós”, queixam-se. O Fundamental sabe que muitos moradores estão à beira do limite das suas paciências e preparam-se para levar a cabo um protesto original mas provavelmente muito eficiente: agarrar num bom punhado de cobras e de ratazanas caçados naquele curso de água e postá-los à porta da Câmara de Azambuja.

Já há mais de um ano que os moradores da Milhariça se queixam de poluição, lixo e abandono...
Já há mais de um ano que os moradores da Milhariça se queixam de poluição, lixo e abandono…

“Um bando de ratazanas e um caixote de cobras à porta da Câmara de Azambuja ou então no gabinete do presidente. Se calhar é a única forma da autarquia levar a sério este problema e de uma vez por todas promover a limpeza do Rio da Milhariça”, refere um morador cujo quintal está devastado pela bicharada que provém das águas contaminadas daquele ribeiro. Já existem queixas que apontam para a impossibilidade de manter janelas abertas durante a noite, tal é o cheiro que por aquelas zonas se propaga devido à podridão das águas que correm no rio. Já no ano passado e por esta altura o Fundamental dava conta das queixas dos moradores da Milhariça em relação ao lixo acumulado no terreno do Mercado. Nessa altura, os moradores do Bairro da Milhariça ficaram alarmados ao constatarem que o terreno onde se realiza habitualmente o Mercado Mensal de Aveiras estava a ser utilizado como depósito de resíduos e lixo. Segundo os moradores do Bairro da Milhariça, os resíduos incluiam velhos crucifixos que terão sido retirados de antigas campas de algum cemitério, muito provavelmente do cemitério da Freguesia de Aveiras. Na altura os moradores garantiram que a junta apressou-se a retirar os ditos objectos de culto assim que a população se manifestou nesse sentido. Agora, os moradores reforçam que o problema reside no estado do Rio da Milhariça, com toda a degradação ambiental que daí advém.

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VIAA.T.
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