Cartaxo despejado do Campo das Pratas – Câmara garante que não tem condições financeiras para resolver a situação

O Sport Lisboa e Cartaxo vive por estes dias um dos piores momentos da sua história. Por ordem judicial, o clube cartaxeiro terá mesmo que abandonar o Campo das Pratas, pertença de um particular, que exige ao SLC a entrega do mesmo, incluindo todas as benfeitorias construídas ao longo de décadas, nas quais estão englobadas muitas obras e equipamentos patrocinados pela autarquia local.

Campo das Pratas... ainda a casa do S.L. Cartaxo.

O Sport Lisboa e Cartaxo vive por estes dias um dos piores momentos da sua história. Por ordem judicial, o clube cartaxeiro terá mesmo que abandonar o Campo das Pratas, pertença de um particular, que exige ao SLC a entrega do mesmo, incluindo todas as benfeitorias construídas ao longo de décadas, nas quais estão englobadas muitas obras e equipamentos patrocinados pela autarquia local. Durante a vigência do mandato situado temporalmente entre 2005 e 2009, o município cartaxeiro assumiu o compromisso de pagar as rendas do Campo das Pratas, ao mesmo tempo que se comprometeu a indemnizar o proprietário em 500 mil euros caso a revisão do Plano Director Municipal não requalificasse o terreno em causa. Já durante a presidência de Paulo Varanda, a Câmara do Cartaxo entrou em incumprimento de rendas, permitindo ao dono do terreno entrar com uma acção de despejo visando o Sport Lisboa e Cartaxo. Agora, o tribunal vem dar razão ao proprietário, fazendo com que o Cartaxo viva por estes dias um tremendo de um pesadêlo. Pedro Ribeiro, presidente da Câmara local, refere: “O Cartaxo é um clube muito importante para a região, com cerca de 3 centenas de atletas praticantes, e por essa razão a Câmara está empenhada em encontrar uma alternativa. Uma das soluções possíveis passa por um campo pelado, situado junto ao Estádio Municipal”, revela Ribeiro, que acrescenta: “Neste caso a Câmara é apenas um parceiro, um intermediário de negociações, mas se for necessário que tomemos a iniciativa de sentar à mesma mesa os clubes do concelho, nós avançaremos para essa tentativa de entendimento, até porque hoje é o Cartaxo, mas amanhã poderá tocar a outro clube”. O autarca garante que a Câmara não tem possibilidades financeiras para acudir ao SLC: “A Câmara gostaria que o campo das Pratas tivesse condições para ser expropriado, obviamente sempre com respeito pelo seu proprietário e com uma indemnização justa. Temos que encontrar soluções dentro das possibilidades da Câmara, mas também tendo em conta os legítimos interesses do proprietário sobre um terreno que é seu”, diz, para concluir: “Este é um assunto herdado da presidência do doutor Paulo Caldas, que assinou documentos que nunca deveriam ter existido e que criaram expectativas no proprietário, com contratos-promessa e indemnizações milionárias, e o problema foi agudizado durante a presidência de Paulo Varanda, que permitiu que a autarquia entrasse em incumprimento de rendas, o que levou a que o proprietário intentasse uma acção de despejo”.

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