
O deputado municipal eleito pela CDU, António José Rodrigues, voltou a colocar o dedo em cima da ferida: “Como é do conhecimento público, o município de Azambuja concessionou (quero dizer, entregou um serviço que funcionava bem, com menos custos para os consumidores, a outros para ganharem dinheiro) a exploração do serviço de distribuição de água, em baixa pressão, bem como a recolha de efluentes domésticos (esgotos) às Águas de Azambuja (AdAz); por outro lado, concessionou também a recolha de resíduos sólidos urbanos (lixos) a outra empresa.
A cobrança de tais serviços concessionados é feita pela AdAz, em conformidade com os consumos de águas (com custos variáveis por escalões, como parece justo); o que não parece justo é que a faturação da recolha de esgotos e de lixos seja sempre calculada em função dos consumos de água. Isto porquê? Se houver uma rotura num cano de água dentro do prédio do consumidor, a AdAz debita ao consumidor os custos com a recolha de esgotos e de lixos em função da água consumida juntamente com a água perdida”, explica Rodrigues, para acrescentar: “Assim, se é justo que o consumidor esteja obrigado a pagar a água desperdiçada, porque lhe compete fazer a conservação e manutenção da canalização dentro do seu prédio, não é justo que tenha que pagar aumentos de custos com a recolha de esgotos e de lixos, na medida em que a perda de água não fez aumentar a produção de esgotos nem de lixos”. O antigo presidente da Câmara (mandato de 1982 a 1985) refere ainda: “Repare-se nas diferenças: se um consumidor paga em média 25€ por mês pelo custo dos 3 serviços (água, esgotos e lixos) e se durante uns dias de um determinado mês se são debitados 1.000€ (500€ por consumo de água e outros 500€ por esgotos e lixos) isto configura um esbulho injustificado. Em situações desta natureza, justo seria cobrar os valores pela recolha de esgotos e de lixo pela média mensal do último ano”, para acrescentar: “No mesmo sentido, a propósito do concelho de Lisboa, escreveu o jornalista Miguel Sousa Tavares, na pág. 9 do semanário Expresso em 16/5/2015, em que considerou estas práticas como “roubar”. Voltando ao concelho de Azambuja, tive conhecimento de que algumas pessoas já tiveram problemas de roturas nas suas canalizações de águas e, apesar de terem reclamado para as AdAz e para a CMA, nunca foram atendidas nas suas reclamações”. António José Rodrigues conclui, questionando: “Afinal, para que serve o poder de fiscalização que o município de Azambuja detém?”

















