Municípios contra privatizações (neste caso da Valorsul), mas só quando lhes convém…

Alenquer e Azambuja são dois dos 14 municípios que estão declaradamente contra a intenção de privatizar a Valorsul, empresa de gestão e recolha dos resíduos sólidos, mais vulgarmente conhecidos como... lixo. Curiosamente usam os mesmos argumentos que as oposições esgrimem há anos... para que não sejam privatizados e concessionados os sectores da água e saneamento, por exemplo.

Vista aérea da Valorsul

Alenquer e Azambuja são dois dos 14 municípios que estão declaradamente contra a intenção de privatizar a Valorsul, empresa de gestão e recolha dos resíduos sólidos, mais vulgarmente conhecidos como… lixo. Os 14 municípios da Grande Lisboa e do Oeste servidos pela Valorsul, aos quais Azambuja e Alenquer estão associados, voltaram a esgrimir os argumentos que os têm levado a oporem-se ao processo de privatização da empresa iniciado pelo Governo. Em comunicado emitido pela Câmara de Azambuja, as autarquias envolvidas consideram que não existe razão nenhuma que justifique esta decisão do governo e que a gestão dos resíduos é um serviço essencial, que deve permanecer público e tendo como principal objetivo a defesa do interesse coletivo. “Tanto mais que a Valorsul é uma empresa bem gerida, de comprovada eficácia e eficiência e com um bom desempenho ambiental e financeiro”, referem, para acrescentar: “A privatização da Valorsul levará à imposição, no imediato, de um agravamento da tarifa, relativamente à que seria devida se a empresa se mantivesse pública, o que terá consequente impacto e reflexo na fatura que todos os munícipes pagam pelo tratamento de resíduos. Os municípios têm também fortes preocupações em relação ao futuro desempenho ambiental e social desta empresa..”. Curiosamente, o mesmo que se dizia há anos acerca do sector da água, que os municípios foram a correr concessionar. É como mais lhes convém…

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VIAA.T.
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