
O Município de Azambuja avançou com o pedido ao Governo para que este concelho seja integrado na lista de municípios considerados em Estado de Calamidade. Esta decisão acontece na sequência dos eventos meteorológicos extremos que têm fustigado Portugal e a nossa região em particular ao longo das últimas semanas. Azambuja já tinha declarada no passado dia 7 de fevereiro a situação de contingência numa área que abrange o Concelho de Azambuja.
“Verifica-se à data de hoje (dia 11) a continuação das condições meteorológicas adversas e, sobretudo, o agravamento das condições de segurança para as populações, e mantém-se o risco elevado de cheias consecutivas, inundações e deslizamentos de terras; acumulam-se danos patrimoniais e aumentam os riscos de falhas em infraestruturas que podem pôr em causa serviços essenciais”, avança o Município em comunicado, justificando o pedido de estado de calamidade.
Silvino Lúcio acrescenta a este propósito: “A Câmara Municipal de Azambuja respondeu prontamente à gravidade e abrangência territorial dos impactos com a mobilização integral dos seus recursos técnicos e humanos disponíveis, tendo ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil logo no dia 02 de fevereiro”. O autarca acrescenta: “Contudo, face ao volume, sucessão e dimensão das ocorrências, a capacidade de resposta dos meios municipais foi totalmente ultrapassada pela realidade”.
Perante o carácter excecional e urgente do momento atual, e enquadrado na Lei de Bases da Proteção Civil, o Município de Azambuja decidiu replicar o pedido já avançado pelo concelho vizinho de Alenquer, e solicitar ao Governo a declaração do Estado de Calamidade para o Concelho de Azambuja. O ofício com este pedido foi enviado ao Primeiro-Ministro – Luís Montenegro, aos Ministros da Presidência e da Administração Interna, bem como aos dirigentes máximos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.





















