
Ricardo Correia é o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja e nos últimos dias esteve na “linha da frente” de um movimento de contestação que a corporação empreendeu e que teve o ponto alto na noite da passada quinta-feira com dezenas de voluntários em vigilia no Largo do Município, em frente ao edifício da Câmara. A ação foi apoiada por muitos populares e conheceu a solidariedade de colegas representantes de corporações oriundas de concelhos vizinhos.
Tudo a propósito da polémica instalada desde há uma semana quando então, durante a última reunião do executivo de Azambuja, os dois partidos da oposição (PSD e Chega) não quiseram votar nem aprovar uma proposta de apoio no valor de 250 mil euros destinados a auxiliar os Bombeiros de Azambuja na aquisição de um carro de desencarceramento. De resto, uma reivindicação muito antiga e obviamente um equipamento de necessidade extrema para aquela corporação.
A polémica instalou-se por causa da posição assumida pelos social democratas e pela putativa representante do Chega. Pelo meio veio à baila a relação pessoal de Ricardo Correia com a vereadora socialista Ana Coelho, com quem partilha vivencia em comum. Ricardo sentiu a sua privacidade invadida e temeu que esta situação prejudicasse o corpo de bombeiros, o que o levou a colocar o seu lugar à disposição na última quarta-feira.
Agora e em entrevista ao Fundamental Canal, Ricardo afirma: “Entendi que a minha vida particular estava a ser uma chacota política e por essa razão coloquei o meu lugar à disposição do senhor presidente da direção, mas tive o apoio de todos para continuar a desempenhar as minhas funções”. Veja aqui a entrevista de Ricardo Correia ao Fundamental Canal.


















