Mário Amaro em discurso direto: “É estranha e vazia essa ideia do CDS ser partido de extrema direita”

Esta foi a primeira entrevista de Mário Amaro minutos após ter sido decidido em reunião da Comissão Política que iria ser o candidato a Presidente da Câmara de Alenquer. Amaro acabou por resumir o contexto do atual momento político tanto do Partido Popular como da própria ex-coligação a que o CDS esteve associado desde 2005 com o PSD local.

Esta foi a primeira entrevista de Mário Amaro minutos após ter sido decidido em reunião da Comissão Política que o jovem engenheiro aeroespacial iria ser o candidato a Presidente da Câmara de Alenquer. Contactado pelo Fundamental Mário Amaro acabou por resumir o contexto do atual momento político tanto do Partido Popular como da própria ex-coligação a que o CDS esteve associado desde 2005 com o PSD local.

Mário Amaro falou aos leitores do Fundamental a propósito desta sua candidatura: “O CDS não foi surpreendido com o fim da coligação e a prova é que estamos já em condições de apresentar esta candidatura à Câmara, assim como já temos as nossas listas bem adiantadas tanto para a Câmara como para a Assembleia Municipal e até para todas as juntas de freguesia do Concelho de Alenquer“, assegura o presidente do CDS de Alenquer e agora também candidato à câmara.

Mário Amara recorda ainda que no inicio do ano o CDS de Alenquer procurou o dialogo com o PSD no sentido de assegurar a continuidade da Coligação: “Na altura não havia interlocutores do PSD que pudessem assumir este processo porque não tinham concelhia eleita, como hoje ainda não têm. Mantivemos contacto com alguns dos elementos mais antigos daquele partido, mas sentimos necessidade de avançar sozinhos sobretudo quando foi escolhido um rosto para candidato à revelia do CDS e do próprio PSD de Alenquer“. Amaro afirma que o processo de escolha de Nuno Henriques terá ditado o fim da Coligação.

Ainda de acordo com Mário Amaro estará longe aquela ideia de que foi o PSD de Alenquer quem terá tomado a iniciativa de colocar ponto final na Coligação que durava desde 2005. “Tomámos a decisão de forma democrática de irmos a eleições sem Coligação e essa decisão foi assumida no seguimento de reuniões de trabalho reiteradas que tivemos no CDS e de forma muito pacífica e ponderada“, afirma o agora candidato à presidência da Câmara.

Mário Amaro tinha 4 anos de idade quando esta Coligação tomou forma em Alenquer e agora assegura que o CDS não deseja qualquer picardia com os social democratas: “Pretendo deixar uma nota de máximo respeito pelos nossos parceiros de Coligação desde 2005; tratou-se de uma Coligação histórica, fraterna e foi uma honra ter feito este caminho com todos os elementos do PSD que nela participaram“.

Não obstante ter apenas 20 anos, Mário Amaro demonstra uma surpreendente e até muito pouco vista maturidade para a idade que apresenta no cartão de Cidadão, e desse aspeto o Fundamental já tinha dado nota aquando da entrevista que efetuámos ao Presidente da Concelhia do CDS no Fundamental Canal no passado mês de Novembro. O candidato è formado em engenharia aeroespacial e refere a propósito do desafio de ser presidente de câmara: “Há que saber pensar, olhar para a realidade à nossa volta e moldar soluções pragmáticas para responder a problemas, o que no fundo é o que preside ao princípio da minha formação académica“.

Amaro acrescenta a este propósito: “O principio não exige necessariamente idade; antes, exige capacidade de análise, discernimento e competência para a criação de propostas“. E, acrescentamos, também exigirá capacidade de liderança, desafio que o jovem Amaro abraçou ao aceitar comandar a concelhia do CDS onde pontificam muitos históricos que dificilmente se deixariam “governar” por alguém de tenra idade a não ser que lhe reconhecessem capacidade para tal.

Mário Amaro assegura que o CDS vai concorrer a todas as freguesias e afirma mesmo que Alenquer terá de se afirmar pelo somatório da importância de todas as 11 freguesias. “Em cada uma delas iremos apresentar uma lista de pessoas prontas e motivadas para trabalhar em prol dessas mesmas freguesias“, reforça o candidato a presidente de câmara.

Amaro não se coibiu de comentar a afirmação de Nuno Miguel Henriques de que o CDS é um partido de extrema direita: “Foi um pouco estranha esta rotulação vazia de que o CDS é um partido de extrema direita, mas eu não quero alimentar essa questão pois qualquer pessoa que olhe para o CDS concluirá que não se trata de um partido de extrema direita“. O candidato reforça a ideia de que não existe qualquer mal estar para com o PSD e que o Partido Popular respeita, e citamos, “as pessoas com quem sempre cooperámos nos últimos anos“.

Ouça aqui a entrevista de Mário Amaro ao Fundamental Canal

VIAAlexandre Silva
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