Câmara do Cartaxo reduz passivo em mais de 2 milhões de euros

A Câmara do Cartaxo reduziu o passivo total do município em 2 milhões 348 mil euros comparativamente a 2018. Pedro Ribeiro afirma: "São factos que testemunham o rigor e a responsabilidade das decisões tomadas ”.

A Câmara do Cartaxo aprovou as contas de 2019 com os votos a favor dos vereadores do Partido Socialista, do vice-presidente e do presidente da Câmara, e com dois votos contra dos vereadores eleitos pela Coligação Juntos pela Mudança. Foi no decurso da reunião do executivo ocorrida no passado dia 22 de Junho.

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal, destacou os resultados “muito positivos, que as demonstrações financeiras e o relatório de gestão de 2019 comprovam”, elencando os “indicadores fundamentais que falam por si. São factos e testemunham o rigor e a responsabilidade das decisões tomadas ”, acrescentou o autarca.

Deste modo, o passivo total do município reduziu 2 milhões 348 mil euros comparativamente a 2018. O rácio de endividamento passou de 4,08 em 2018 para 3,85 em 2019, um valor que se confirma como uma tendência constante desde 2013. Já o prazo médio de pagamentos, que em 2013 era de 373 dias, passou a ser de 39 dias em final de 2018 e de 23 dias em final de 2019. Em relação a 2013, são menos 350 dias.

Os pagamentos em atraso superiores a 90 dias registam valor zero. De 22 milhões 123 mil euros em 2013, a Câmara Municipal chega a Dezembro de 2019 sem pagamentos em atraso, e o resultado líquido é o melhor desde 2007. De um ponto de partida em 2013 com resultado líquido negativo em quase 2 milhões de euros (1 milhão 919 mil euros), a Câmara Municipal encerrou as contas de 2019 com um resultado líquido positivo superior a 2 milhões (2 milhões 771 mil euros), sendo que em relação a 2018 estes resultados tinham sido melhores em 1 milhão e 600 mil euros.

Quanto à taxa de execução da receita, este indicador continua a ser exemplo do rigor e transparência das contas do Município, de acordo com Pedro Ribeiro. De uma taxa de execução que em 2013 se ficava por 21,86%, em 2018 as contas do Município apresentam uma taxa de execução que consolida os resultados dos últimos anos, sendo que as contas de 2019 encerraram com uma taxa de execução da receita de 88,22% – ou seja, mais 66% do que em 2013.

Neste contexto o autarca assegura que o Município passou a ter fundos disponíveis. Este indicador passou a ser positivo em Janeiro de 2018 e mantém-se positivo em 2019, sendo que o ano encerrou com quase 2 milhões de euros de fundos disponíveis (1 milhão 986 mil euros). Em 2013 eram mais de 55 milhões de euros negativos (55 milhões e 663 mil euros negativos), uma recuperação perto dos 58 milhões de euros.

Entretanto os fundos próprios da autarquia continuam negativos, apesar da enorme recuperação financeira. Os fundos próprios têm crescido ao longo dos últimos 6 anos e passaram de um valor superior a 14 milhões negativos (em 2013 eram 14 milhões 63 mil euros negativos) para 10 milhões 261 mil euros negativos, uma melhoria de 3 milhões 802 mil euros.

Ainda de acordo com o Presidente, o valor da dívida transitada confirma a tendência decrescente deste indicador ao longo dos últimos anos, desde que a sustentabilidade orçamental foi assumida como estratégica para a recuperação da credibilidade financeira do Município. Em 2013, no início do mandato anterior, transitaram mais de 29 milhões e 172 mil euros de dívida para o ano seguinte. Já em 2019, apenas transitaram 117,7 mil euros, o que corresponde a uma redução de 29 milhões e 56 mil euros de dívida transitada, em cinco anos.

Pedro Ribeiro acrescenta: “A redução da dívida transitada é fulcral para garantir a sustentabilidade financeira e o cumprimento da taxa de execução do orçamento, e a tendência constante de redução verificada ao longo dos últimos anos mostram que a despesa realizada num ano está a ser tendencialmente paga no próprio ano, libertando investimento para o orçamento seguinte, por não ser necessário pagar despesa realizada em anos anteriores“.

VIAAlexandre Silva
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