Azambuja | Sousa para Corça: “O senhor nunca vai ter a felicidade de presidir a uma Câmara”

O Presidente da Câmara de Azambuja disse hoje ao vereador eleito pelo PSD na autarquia que, e citamos, "O senhor nunca vai ter, com certeza, a felicidade de vir a presidir a uma Câmara". Foi no decorrer de mais uma reunião do executivo camarário.

O Presidente da Câmara de Azambuja disse hoje ao vereador eleito pelo PSD na autarquia que, e citamos, “O senhor nunca vai ter, com certeza, a felicidade de vir a presidir a uma Câmara”. Luís de Sousa dirigiu-se a Rui Corça no decorrer da habitual reunião quinzenal do executivo camarário, que uma vez mais teve lugar por videoconferência.

Esta resposta de Luís de Sousa surge no âmbito de uma proposta que Corça apresentou no sentido de se estudar a possibilidade de isentar os proprietários do concelho do pagamento da taxa de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis. O Presidente da Câmara de Azambuja explicou que a autarquia não está em condições de abdicar de cerca de 3 milhões de euros, que será a quantia que resulta da cobrança deste imposto.

Luís de Sousa explicou a Rui Corça: “Seria o mesmo que o senhor, e a sua esposa, abdicarem dos vossos ordenados… e depois como é que se governavam?”, perguntou também o presidente ao vereador. E foi aí que o Presidente acrescentou: “O senhor nunca vai ter, com certeza, a felicidade de vir a presidir a uma Câmara, mas se um dia tivesse veria como é que as coisas são geridas numa casa destas”.

No decorrer desta reunião do executivo camarário de Azambuja o vereador e vice-presidente da autarquia, Silvino Lúcio, também referiu que um apoio total no pagamento das facturas da água a todos os munícipes custaria à autarquia qualquer coisa como 250 mil euros mensais, sendo que este valor não incluiria a taxa de resíduos sólidos.

Este valor explica-se pelo facto da empresa Águas de Azambuja não abdicar de receber o valor que é facturado aos seus clientes, mesmo em tempo de crise no âmbito do coronavírus. Desta forma, a Câmara de Azambuja teria de substituir os munícipes que fossem auxiliados e dispensados de liquidar as suas facturas.

Silvino Lúcio referiu igualmente que, na sua perspectiva, não faria sentido uma isenção pronta garantida à totalidade dos consumidores, até porque, e citamos o vereador, “há famílias que não perderam o seu rendimento, seja por estarem em tele-trabalho, seja porque as suas empresas continuam a laborar”. Lúcio defende que terá de ser feita uma selecção no contexto dos munícipes a apoiar com estas medidas.


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VIAAlexandre Silva
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