Alenquer: Pedro Folgado anuncia regresso dos autocarros ao centro da vila

Pedro Folgado admitiu hoje que existe incómodo em relação à nova organização dos transportes públicos no centro da vila. Alenquer foi um dos 12 municípios seleccionados para desenvolver o laboratório vivo para a descarbonização.

Pedro Folgado admitiu hoje que existe incómodo por parte da população de Alenquer em relação à nova organização no âmbito dos transportes públicos no centro da vila. Alenquer foi um dos 12 municípios seleccionados para desenvolver o chamado laboratório vivo para a descarbonização, com financiamento do Fundo Ambiental.

O programa intitulado Living Labs impôs novas rotas no centro da Vila de Alenquer. As alterações entraram em vigor no passado dia 20 de Janeiro e a medida tem previsto um período de experimentação de sete meses. De acordo com a autarquia, o grande objectivo passa pela protecção ambiental.

No entanto, a medida resultou em novas paragens de autocarro no centro da vila. Esta nova organização tem causado confusão e alguma repulsa por parte da população de Alenquer que utiliza os transportes públicos. O assunto foi debatido na manhã desta segunda-feira durante a reunião do executivo camarário.

Pedro Folgado referiu a este propósito: “Apresentámos um projecto que foi aceite e o que ficou convencionado foi que no interior de Alenquer desapareceriam os autocarros que emitem CO2, mas dada a confusão que a situação tem causado e devido à pressão das pessoas vou falar com o vereador para que os autocarros voltem a parar dentro da vila”.

O presidente da Câmara de Alenquer acrescentou: “Não quero por em causa o projecto e o financiamento do mesmo, mas vou propor ao vereador responsável pelo projecto que os autocarros regressem ao centro da vila. Não quero que as pessoas se sintam incomodadas, prejudicadas ou ostracizadas”.

Já Frederico Rogeiro disse no contexto deste assunto: “Foi apresentado um projecto que se colocou em prática sem que entretanto se tenha falado com as pessoas. É evidente que as pessoas aceitam mal as mudanças quando desconhecem as decisões que são tomadas”. Rogeiro acrescentou que o custo do projecto ascende a cerca de 800 mil euros, sendo que metade desse valor será assumido pelo município alenquerense.


VIANuno Cláudio
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