Cerci: Neto confirma por pagar salário de Setembro e alguns subsídios de férias

Carlos Neto confirma que a Cerci tem por liquidar o salário de Setembro e alguns subsídios de férias. O director desta IPSS reagiu à noticia publicada ontem pelo Fundamental, que dava conta de haver salários em atraso para com os cerca de oitenta colabores da instituição.

Carlos Alberto Neto confirmou hoje que a instituição Cerci Flor da Vida tem por liquidar o salário de Setembro e ainda alguns subsídios de férias. O director desta IPSS do concelho de Azambuja reagiu à noticia publicada ontem pelo Fundamental, que dava conta de haver salários em atraso para com os cerca de oitenta colabores da instituição.

Recorde-se que Carlos Neto foi contactado ontem pela nossa redacção, como o próprio hoje confirmou, sendo que no dia de ontem o director da Cerci não teve disponibilidade para prestar os esclarecimentos que no dia de hoje, e de forma solícita, acabou por prestar. Carlos Alberto Neto confirmou haver valores em atraso, mas garante que se trata somente do mês de Setembro, bem como de alguns subsídios alusivos a período de férias.

“Os funcionários que saíram da Cerci foram todos indemnizados, mesmo os que optaram por sair da instituição por vontade própria”, garante igualmente Carlos Alberto Neto, que acrescenta: “Nunca voltámos costas aos nossos funcionários, e inclusive temos a nossa despensa à disposição daqueles que porventura tiverem mais dificuldades devido aos atrasos no pagamento do salário”.

Ainda de acordo com as declarações de Carlos Neto, proferidas em exclusivo ao nosso jornal, as dificuldades da Cerci estão relacionadas com um projecto de formação profissional que a instituição abraçou: “somos obrigados a investir e a gastar antes de receber os respectivos subsídios, e muitas vezes acabamos por nem receber a totalidade do valor investido”.

Recorde-se que a Cerci Flor da Vida é uma instituição de cariz social, pelo que a sua actividade não é – nem tem de ser – geradora de receita, estando assim totalmente dependente dos subsídios estatais, o que leva Carlos Neto, perante as dificuldades da instituição, a soltar um desabafo: “Se calhar os clubes de futebol têm a vida mais facilitada neste contexto”. Provavelmente o homem até nem deixa de ter a sua razão, acrescentamos.

Refira-se igualmente que desde 2009 os funcionários da Cerci Flor da Vida não vêem os seus salários actualizados. A instituição tem despesas como qualquer empresa, e nem a EDP, a titulo de exemplo, criou uma tarifa especial ajustada ao cariz social desta IPSS. São mais de 50 mil euros mensais necessários somente para fazer face a salários. Um desafio permanente que já dura desde há 30 anos.

“Quero agradecer aos funcionários que estão connosco nos momento difíceis. Não digo que sejam todos, como é natural nestes casos, mas felizmente são a grande maioria os que apoiam a direcção”, faz questão de realçar Carlos Alberto Neto, que garante: “O presidente da Câmara de Azambuja está ao corrente de toda a situação e a Câmara ajuda da forma que entende que deve ajudar. Se a Câmara tinha outra forma de ajudar a Cerci? A essa pergunta só a Câmara pode responder”, remata o presidente da direcção da Cerci Flor da Vida.

 

VIAAlexandre Silva
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