Cultura avieira celébra 11 anos de W-Shopping

Entrevista com Rui Rosa (na foto), Manager do W-Shopping desde 2010.

Rui Rosa, Manager do W-Shopping desde 2010.

F : Como surgiu a ideia de promover o mês da cultura avieira no W-Shopping?
R.R.: A iniciativa mais não é do que comemorar o décimo primeiro aniversário do W-Shopping, homenageando as gentes de Santarém e da região. Por essa razão elegi o Tejo e especificamente os avieiros como pano de fundo. Basicamente estamos a homenagear cerca de 40 milhões de visitantes que tivemos até hoje, com um mês completo de iniciativas: lançamento de livros, debates, gastronomia, com a região desde Vila Franca até Alpiarça a ser representada, etnografia. Recriámos um ambiente no contexto dos avieiros, com o barco avieiro e as palafitas muito bem representadas no W, exposição de pintura e de fotografia e espólio de avieiros.
F : Em que medida estas iniciativas tocam no coração dos logistas do W-Shopping? Recebem-nas com agrado, certamente.
R.R.: É natural que os logistas se sintam entusiasmados com esta iniciativa, que é naturalmente uma iniciativa de marketing. Significa a integração harmoniosa do Centro na vida da cidade, e naturalmente atrai muito público. Para além de tudo, é uma iniciativa que está a ter um grande impacto em termos de tráfego no Centro.
F : Estas iniciativas são programadas tendo em conta as características do cliente-tipo do W-Shopping? Ou pretendem atrair clientes novos para o Centro?
R.R.: Quando elaboro o plano de marketing tenho presente toda a cidade de Santarém e toda a região de onde são originários os nossos clientes. Dentro de um mês vamos ter um projecto arrojado com a presença de um comediante conhecido a nível nacional, este já direccionado para um segmento mais jovem.
F : Que outro género de iniciativas o W-Shopping promove durante o ano, neste contexto?
R.R.: O tema “Marketing” é determinante num projecto desta dimensão. Vão sempre ocorrendo actividades durante o ano, viradas para as crianças, exposições de pintura, Universidade da Terceira Idade ou iniciativas para os mais jovens como as que ocorreram durante o mês de Agosto. E é esta diversidade que compõe o plano de marketing anual do Centro.
F : Faz sensivelmente nesta altura um ano que o Rui Rosa afirmou que o W-Shopping registava números interessantes quer ao nível dos visitantes quer no âmbito da taxa de ocupação do Centro. São perfomances que se mantém?
R.R.: Continuamos bem e a superar as expectativas. Neste momento estamos com um crescimento na ordem dos 4 por cento em relação ao ano passado. A taxa de ocupação do Centro neste momento ronda os 92 por cento, quando no ano passado por esta altura estaria nos 89 ou 90 por cento.
F : Continua a ser um desafio manter uma superficie desta dimensão dinâmica, atractiva para os clientes e satisfatória para os logistas?
R.R.: É um desafio permanente, diário, e é um trabalho nunca realizado. Há sempre mais um novo desafio. Neste momento estamos a terminar o projecto das instalações sanitárias iniciado no ano passado. Demos prioridade às instalações para fraldários e pessoas com mobilidade reduzida. É um desafio permanente. Por exemplo, manter a qualidade do ar, que são aspectos que passam despercebidos ao cliente comum: manter a climatização, ter uma boa classificação em termos de eficiência energética.
F : O Rui Rosa continua a visitar outros centros pelo país e até pelo mundo, com o intuito de trazer novas ideias para o W-Shopping?
R.R.: Faz parte do quotidiano, sempre com o objectivo de melhorar o W. É um dos factores que me motivam muito, saber que de mim e do meu trabalho dependem largas centenas de pessoas que trabalham no W-Shopping. São 450 famílias que vivem de um Centro onde acontece cultura, desporto, solidariedade. Temos uma oferta distinta ao nível das lojas e por conseguinte também temos que ter o resto, a cultura, a exposição, o projecto família, a interacção com a cidade e com a região.

FONTEEntrevista: Nuno Cláudio
COMPARTILHAR