Daniel Claro: “Faz falta estrutura profissional que prepare os grandes eventos do concelho”

Daniel Claro foi convidado pelo Fundamental para marcar posição sobre aspectos gerais da Feira de Maio, certame que começa já no dia 24 e decorrerá em Azambuja. Daniel dispensa grandes apresentações, sendo uma das personalidades ligadas à vida social e autárquica mais conhecidas de Azambuja.

Daniel Claro dispensa grandes apresentações, sendo uma das personalidades ligadas à vida social e autárquica mais conhecidas de Azambuja. Deputado Muicipal eleito pelo Bloco de Esquerda nas últimas eleições autárquicas, Daniel foi convidado pelo Fundamental para marcar posição sobre aspectos gerais da Feira de Maio. O certame começa já no dia 24, e decorrerá em Azambuja.

FComo comenta a divergência de opiniões que se estabeleceu em relação ao cartaz da Feira de Maio, edição de 2018?
Daniel Claro – A polémica em torno do cartaz da Feira de Maio não é inédita e demonstra a paixão com que a generalidade da população de Azambuja encara esta festa. Porventura seria bom que perante outras situações tão ou mais determinantes para a nossa vida coletiva conseguíssemos ter a mesma atitude e a mesma mobilização, mas isso são contas para outro rosário…

FMas o Daniel Claro aprecia o Cartaz promocional da Feira?
Daniel Claro – Confesso, a título pessoal e apenas com propósito construtivo, que não gosto do cartaz. As razões são várias e debatíveis nos lugares próprios, mas prendem-se sobretudo com a força da “imagem de marca”. Entendo que um evento desta dimensão deve ter uma imagem forte e distintiva, com uma matriz continuada ao longo de alguns anos que pode até mudar pormenores na sua apresentação anual, mas com a capacidade de visualmente, no período de tempo da sua vigência, ser instintivamente identificável como a Feira de Maio em Azambuja nos diversos suportes publicitários e pelos diversos públicos.

FDepreendo então que o actual cartaz não satisfaz tais requisitos, na sua opinião.
Daniel Claro – Creio que este cartaz, na minha opinião, que vale apenas por ela própria, não preenche esses requisitos e rapidamente se apagará do nosso imaginário.

FComo vê a organização e o espírito deste certame?
Daniel Claro – A Feira no seu “coração” continua com a mesma capacidade de sempre, todos os anos se reinventando numa manifestação da vitalidade do sentimento de pertença de toda uma população e constitui um fator agregador da comunidade. O grande desafio consiste no aproveitamento da dinâmica social e económica dos muitos milhares de visitantes que por esta altura passam por Azambuja e que não tem paralelo – com excepção da Ávinho – nos restantes dias do ano em que voltamos a ser uma terra onde muita gente passa mas poucos param…

FO que seria então necessário mudar nos restantes dias do ano?
Daniel Claro – Para que os factores competitivos possam ser potencializados em termos regionais, será necessário algo que vimos propondo há alguns anos: uma estrutura profissional que ao longo de todo o ano prepare de forma sistemática os grandes eventos do concelho de Azambuja, nomeadamente a Feira de Maio e a Ávinho. A criação desta estrutura seria um primeiro e importante passo, permitindo assim uma discussão atempada e informada sobre muitas questões que depois se transformam em polémicas desnecessárias e introduziria uma especialização nestes eventos mais consentânea com a sua importância social e económica e com a necessidade de ir acompanhando as transformações necessárias.

 

VIAAlexandre Silva
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