José Júlio Cachado: “Já chega de cartazes abstractos para promover a Feira de Maio”

José Júlio Cachado é o azambujense que se segue a comentar aspectos ligados à Feira de Maio. Cachado comenta o cartaz de promoção do evento bem como o espírito da própria Feira.

O Fundamental convidou um conjunto de personalidades de Azambuja a comentar aspectos ligados à Feira de Maio, o certame maior que se realiza na vila sede de concelho entre os dias 24 e 28 de Maio. O cartaz de promoção do evento bem como o espírito da própria Feira estão em análise neste exercício de opinião, que contamos seja tão abrangente quanto possivel.

José Júlio Cachado é o azambujense que se segue. E começa por avaliar o aspecto gráfico do cartaz de promoção do evento: “O cartaz é o anúncio, o rosto e a imagem do que virá a ser a Feira mais castiça do Ribatejo, e por essa razão eu entendo que já chega de apostar nesta forma abstracta”.

Cachado pormenoriza: “Apesar de graficamente ser muito interessante, diferente e moderno, nao deixando esquecido o foco que é o Cavalo, o Toiro e o Campino – e muito bem, a verdade é que já são 4 anos que este formato mais abstracto foi adotado pela Câmara Municipal, e sendo assim seria a altura das próximas edições promoverem a sua alteração”, complementa.

José Júlio Cachado é mais um dos azambujenses a considerar que, e citamos, “tendo em conta o número acrecente de azambujenses que adoptaram a fotografia digital como forma de acompanharem com paixão a nossa Feira de Maio, não faltaria de certeza matéria prima para a elaboração de um belo cartaz para promover futuras edições do evento”.

Já quanto à organização da Feira de Maio, Cachado partilha esta opinião: “Eu reconheço a Feira como um evento de dificil gestão, dada a sua dimensão e o facto de não ser fácil agradar a toda a população; a critica é sempre o caminho mais simples”, refere, acrescentando: “No meu ponto de vista deveria haver algumas melhorias implementadas, e até já enviei algumas sugestões para o executivo camarário nesse sentido”.

Cachado faz questão de deixar algumas ideias: “A colocação de painés informativos com a planta, nas entradas da vila, com indicações precisas tais como o local da realização dos eventos ou a própria organização das ruas no contexto das largadas, uma proposta que se justifica já que todos os anos sou abordado por visitantes que questionam onde saem os toiros, onde os mesmos ficam após a largada, onde ficam as instalações sanitárias, onde é o local da feira, os pavilhões de exposição ou as tasquinhas”, explica José Júlio.

José Júlio defende igualmente o regresso da exposição de maquinas agricolas ou até da feira do gado, ambas as vertentes com tradição em Azambuja. “Neste momento e de há uns anos a esta parte a realização da Feira de Maio ficou muito circunscrita às largadas e a concertos, o que acho curto, na medida em que existem condições para o crescimento deste evento, que transforma Azambuja e os azambujenses pela positiva durante o mês de Maio”, remata Cachado.

 

VIAAlexandre Silva
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