Carlos Valada: “O espírito da Feira de Maio está vivo e recomenda-se”

Carlos Valada é mais uma das personalidades de Azambuja que o Fundamental convidou para comentar aspectos ligados à Feira de Maio. O cartaz de promoção do evento bem como o espírito da própria Feira estão em análise neste exercício de opinião.

O Fundamental convidou um conjunto de personalidades de Azambuja a comentar aspectos ligados à Feira de Maio, o certame maior que se realiza na vila sede de concelho entre os dias 24 e 28 de Maio. O cartaz de promoção do evento bem como o espírito da própria Feira estão em análise neste exercício de opinião, que contamos seja tão abrangente quanto possivel.

Carlos Valada foi presidente da Freguesia de Aveiras de Baixo no mandato compreendido entre 2013 e 2017. Sobre o cartaz da Feira de Maio, Valada comenta: “Em relação ao seu aspecto gráfico, penso que tentaram dar ao cartaz um ar moderno. No entanto, estamos a falar de uma feira centenária, algo que todos os Azambujenses têm vaidade em afirmar, e por esse motivo tem que se ter algum cuidado no grafismo do cartaz”.

Ainda a propósito do cartaz, Carlos Valada avança uma sugestão: “Temos em Azambuja alguns fotógrafos amadores, excelentes por sinal, que têm fotografias magnificas com o tema da feira e das largadas, e que poderiam ser utilizadas para este fim”. Valada lança outra ideia construtiva: “A Câmara Municipal de Azambuja poderia promover um concurso de fotografias e a vencedora ser a imagem do cartaz, e com esta medida aproximar ainda mais os Azambujenses da feira”.

O antigo autarca de Aveiras de Baixo concorda com o facto de nos outdoors constarem os nomes das bandas que vão estar presentes na Feira de Maio que, recorde-se, este ano se realiza entre os dias 24 e 28 de Maio. “É mais um motivo para visitarem a nossa feira”, refere Carlos Valada.

Valada continua, de resto, a viver a Feira com intensidade. “O espírito da feira está vivo e recomenda-se. Basta ver a movimentação e empenho de todos os azambujenses na montagem das tertúlias e o regresso, ainda que temporário, de muitos que por motivos profissionais estão fora de Azambuja”. Carlos Valada acrescenta: “A feira tem vindo a ser organizada tendo por base dois pólos, as largadas e a praça das freguesias (tasquinhas), o que na minha modesta opinião é muito pouco, pois falta motivos de ligação a uma feira ribatejana com todos os usos e costumes tão tradicionais da nossa região”.

O ex-autarca acrescenta, pormenorizando a sua posição: “O facto de a manga, situada na várzea do Valverde, estar afastada do campo da feira e de não ter grandes condições para o público – verifica-se a presença de ervas, águas paradas na vala, uma pequena bancada – também afasta as pessoas das várias actividades que lá se realizam”, remata Carlos Valada.

 

VIAAlexandre Silva
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