Pateo Velho: novo alento à comida tradicional apadrinha promoção dos vinhos de Alenquer

Pateo Velho é um nome de referência do concelho de Alenquer e da região do Oeste. Este restaurante, situado na pacata Atalaia, marca a diferença sobretudo pela qualidade que é patente nos produtos gastronómicos que apresenta.

Pateo Velho é um nome de referência do concelho de Alenquer e da região do Oeste. Este restaurante, situado na pacata Atalaia, marca a diferença sobretudo pela qualidade que é patente nos produtos gastronómicos que apresenta. O Fundamental teve a grata oportunidade de experimentar a sabedoria culinária e o espírito do Pateo, bem acompanhados pelo que de melhor se produz ao nível dos produtos vinícolas de Alenquer.

Mais do que uma prova de vinhos, tivemos efectivamente outra prova: a das razões pelas quais Pateo Velho é um nome de referência na região. A sala acolhedora e renovada transporta-nos para o espírito da existência deste espaço gastronómico, onde pontifica a garrafeira como pano de fundo. A refeição que nos foi servida com elevação comprovou a distinção dos produtos do Pateo.

Antes de tudo, fomos claramente servidos com carinho e dedicação. Desde as entradas, que trouxeram para a mesa tostas de trigo, de sementes e de milho, acompanhadas com manteiga de chouriço, manteiga de ervas aromáticas e azeite aromatizado com alecrim. Ficou desde logo dado o mote: no Pateo Velho a cozinha tradicional continua bem presente, mas agora elevada a um patamar de modernidade com a qual convive na perfeição.

Apetite bem estimulado, regado por um Chardonay, reserva de 2015, um branco da Quinta do Lagar Novo, situada no coração de Alenquer. As azeitonas temperadas deram o mote para as iguarias que se seguiram: tiras de frango panadas com farinha de milho e amendoim; casca de batata trufada e línguas de bacalhau fritas, cada especialidade com o seu molho dedicado: molho de mostarda com sementes, molho com aroma de trufa e maionese com sucos de bacalhau.

Por esta altura já estávamos prontos… para a sobremesa. Mas a procissão ainda ia no adro da igreja. O Chardonay continuou a reluzir no límpido vidrado dos copos e eis que nos apresentam uma das especialidades da casa: ovos rotos com camarão salteado. Uma entrada para o Paraíso. A esta altura já só queríamos mudar de residência para Atalaia, para próximo de Mila Veloso e do espírito do seu Pateo Velho.

Mas continuámos a ser tratados como se eventualmente ainda não estivéssemos convencidos. Saboreávamos os ovos rotos com camarão salteado e já chegava à mesa uma cataplana de peixe e marisco. Logo de seguida, Wellington de Perdiz com um sublime Puré de Castanhas e cogumelos salteados, desta vez regados com duas opções de tinto: Galinhola, da Quinta de São Bartolomeu (Meca), colheita de 2012, e ainda um Quinta de Vale Mourisco, vinho premiado, colheita de 2016.

E quando julgámos que já nada nos poderia surpreender ou preencher, eis que o Pateo Velho tira mais um coelho da cartola: uma amostra de todos os principais doces da casa, com destaque para a delícia de chocolate, o Pateo Velho (doce conventual) e o pudim de nozes. Acompanhado por um original e soberbo Colheita Tardia, da Casa Santos Lima.

Resta acrescentar que os doces são confeccionados e supervisionados pela Dona Albertina Veloso, uma senhora com 81 anos e com uma vitalidade e energia de outro mundo. Bem apropriado para o espírito do Pateo Velho, um restaurante que pertence claramente à vertente qualitativa da gastronomia deste mundo, do nosso Portugal, da região de Lisboa, do concelho de Alenquer e da pacata aldeia da Atalaia.

VIANuno Cláudio
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