Manique do Intendente: Câmara de Azambuja arrasou edifício histórico da Escola Primária

É mais uma demonstração de mau gosto da autarquia de Azambuja, que arrasou com o edifício histórico da antiga Escola Primária de Manique do Intendente, ao permitir a construção de um "esqueleto" destinado à instalação do Mercado Diário quase dentro das salas de aula.

Só com a Câmara de Azambuja é possível a existência de um atentado urbanístico com esta expressão. Veja-se onde foi construído o esqueleto de um mercado... mais um pouco e seria dentro da sala de aulas...

É mais uma demonstração de visão urbanística duvidosa da autarquia de Azambuja. A Câmara governada por Luís de Sousa arrasou com o edifício histórico da antiga Escola Primária de Manique do Intendente, ao permitir a construção no páteo da escola de um “esqueleto” destinado à instalação do Mercado Diário.

A população de Manique já manifestou publicamente desagrado com a forma como o processo de construção do novo mercado diário foi conduzida. A obra, da responsabilidade da Câmara Municipal de Azambuja, está edificada no átrio da antiga escola primária, edifício que é considerado pelos habitantes de Manique do Intendente um símbolo da sua freguesia.

No abaixo assinado que circulou por Manique do Intendente pode ler-se: “Não querendo questionar a legitimidade e necessidade do novo mercado, entendemos que a paragem dos trabalhos e o consequente “abandono” do já edificado não dignifica Manique do Intendente e, muito menos, aquele espaço pelo qual os Fregueses de Manique do Intendente têm grande estima e carinho”.

Os promotores do documento consideram que o edifício projectado para o local atenta contra as características arquitectónicas da antiga Escola Primária de Manique do Intendente e desconfigura, por completo, o edifício datado de 1965. “Este edifício tem um valor patrimonial inquestionável para a freguesia, que importa valorizar e preservar”, pode ler-se no abaixo assinado.

Desta forma, os habitantes de Manique do Intendente apontam claramente uma solução: “O novo mercado inacabado deve ser demolido e a antiga escola primária de Manique do Intendente deve ser aproveitada para a instalação do novo mercado, potenciando o edifício existente e transformando-o num equipamento funcional, com verdadeiras condições para vendedores e utentes”.

Quem assinou o documento que circulou por Manique em Setembro deste ano é igualmente favorável à criação de estacionamento na envolvente do edifício, destinado a quem vende e quem compra. Esse espaço seria igualmente destinado à instalação da venda ambulante evitando, desta forma, que os mesmos vendedores exerçam a sua actividade no meio da estrada, como actualmente acontece.


OPINIÃO DE NUNO CLÁUDIO – DIRECTOR

A construção deste esqueleto de edifício praticamente em cima da antiga Escola Primária de Manique é a imagem de marca fiel de Luís de Sousa e da sua visão enquanto presidente de uma autarquia. Sousa personifica a pobreza de espírito enquanto líder de um executivo camarário: não tem carisma nem visão estratégica, e como se não bastassem tantas limitações ainda olha para o cargo de presidente como se de um emprego se tratasse. Para Luís de Sousa o objectivo é evidente, claro e único: agarrar-se ao emprego que garante a reforma, a sua e a de quem lhe é próximo na Câmara de Azambuja.


 

VIANuno Cláudio
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1 COMENTÁRIO

  1. Se há freguesias de que a CMA não gosta, a União de Freguesias é uma delas; no concelho, a Freguesia de Manique do Intendente alargou o cemitério sem qualquer ajuda do município de Azambuja; a escola primária de Arrifana, é a única que a CMA quer vender à União de Freguesias, todas as restantes escolas encerradas no concelho têm sido emprestadas e cedidas gratuitamente a associações.

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