Jorge Lopes e António Nobre: um desafio de cidadania para devolver a justiça ao povo de Azambuja

Lanço aqui e desta forma um desafio de cidadania a António Jorge Lopes e a António Nobre, dois dos mais prestigiados e capacitados advogados da nossa região. A justiça existe, funciona e assegura direitos. O crime da Águas de Azambuja é do conhecimento público; é muito fácil reunir as provas necessárias e as testemunhas serão às largas centenas.

Lanço aqui e desta forma um desafio de cidadania a António Jorge Lopes e a António Nobre, dois dos mais prestigiados e capacitados advogados da nossa região. Ambos têm em comum o facto de estarem associados a dois dos mais representativos partidos políticos de Azambuja: PSD e PCP, respectivamente.

O meu desafio é proposto no âmbito do serviço de fornecimento de águas aos munícipes, prestado pela empresa Águas de Azambuja no contexto do contrato de concessão que tanto tem dado que falar e sobretudo que criticar. O desafio que apresento tem em conta o facto de tanto Nobre como Lopes terem sido, ao longo dos últimos anos, duas das vozes mais críticas em relação a este “negócio” de concessão/privatização do serviço em causa.

Como é do conhecimento público, a Águas de Azambuja cobra a uma maioria apreciável de munícipes uma taxa alusiva a um serviço que na verdade não é prestado pela empresa. Esta taxa é referente ao serviço de saneamento, e pressupõe que os esgotos domésticos sejam encaminhados para uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Como todos os munícipes sabem, muitos destes esgotos acabam por ir parar aos ribeiros e cursos de águas.

Por outro lado, muitos são os munícipes que têm fossas cépticas e que, assim sendo, não têm os esgotos domésticos ligados à rede pública. Mesmo assim, a empresa Águas de Azambuja cobra a todos os habitantes do concelho o serviço em causa, uma vez que o valor em questão é apresentado na factura da água. Quantos de nós aceitaríamos pagar por um serviço que não nos é prestado? É o que se passa em Azambuja: a empresa Águas de Azambuja colecta anualmente milhares e milhares de euros por conta de um serviço… que não assegura aos munícipes.

Este facto tem sido motivo de aproveitamento político, nomeadamente dos partidos da oposição com mais representação em Azambuja. Estou a falar do PSD e da CDU. O assunto tem sido aproveitado como arma de arremesso em reuniões de câmara e sobretudo em campanhas eleitorais. Serve para apelar ao voto, como pretexto para se lutar por uma mudança. Até hoje, no entanto, a empresa Águas de Azambuja continua a cobrar ilegalmente por um serviço que a mesma empresa não assegura a uma larga maioria dos habitantes do município.

É neste contexto que surge o meu desafio a ambos os prestigiados advogados. Está na hora de passarem das palavras à acção, doutores! Está na hora de provarem ao povo que o vosso interesse vai muito para além da simples e repetitiva retórica política. A justiça existe, funciona e assegura direitos. O crime da empresa em causa é do conhecimento público; é muito fácil reunir as provas necessárias e as testemunhas serão às largas centenas.

Estou absolutamente convicto de que dois bons advogados – como inequivocamente é o caso – serão competentes o suficiente para, de uma vez por todas, levar este assunto à justiça, onde o povo poderá, finalmente, ver os seus direitos acautelados. Estou em crer que esta será, efectivamente, uma excelente oportunidade para que António Jorge Lopes e António Nobre provem ao povo de Azambuja que de facto (como, de resto, estou absolutamente convicto) o que os move é estritamente a defesa dos interesses dos munícipes deste concelho. Eu, se fosse advogado, já o teria feito há muito tempo.

 

VIANuno Cláudio
COMPARTILHAR

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Nuno! Bingo! Acertaste na muge. Será uma boa ajuda para os consumidores de água do concelho de Azambuja, que têm sido joguetes das administrações municipais dos últimos 12 anos, ajuizarem melhor pela forma como têm sido enganados.

DEIXE UMA RESPOSTA