Sousa e Silvino: falta de vergonha que faz escola política em Azambuja (Opinião de Nuno Cláudio)

"Para a empresa concessionária é o regabofe completo, actuando como quer e bem lhe apetece. E para Sousa e Silvino uns jantares e umas entradas para ver o glorioso em camarote de luxo são o suficiente para calar estes dois senhores, que ainda se recandidatam aos lugares que já ocupam, certamente com o principal e possivelmente objectivo único de manter os "empregos" e as vantagens pessoais que da política têm retirado ao longo de anos" - Opinião de Nuno Cláudio

"Honestidade, rigor e confiança"... um lema que só pode ser destinado a fazer rir o eleitor mais desatento...

Luís de Sousa e Silvino Lúcio dariam dois prelectores por excelência de uma hipotética disciplina de como a classe política não deve tratar o povo que governa. Respectivamente presidente e vice-presidente da Câmara de Azambuja, um e outro são exemplos concretos e acabados de como utilizar as ferramentas da política em proveito pessoal. Nada acrescentam ao interesse público e encaram os cargos que ocupam como empregos que têm de ser mantidos a qualquer preço.

Sousa e Silvino são a imagem nítida e em alta definição de uma forma de estar na política local que desde há muito tem os dias contados. Neste particular, Azambuja regrediu ao século XX e os seus munícipes ainda não decidiram colocar um ponto final nesta forma abusiva e desrespeitadora de estar na vida autárquica. Estes dois senhores andam a receber avultadas prendas da Aquapor, accionista maioritária da empresa Águas de Azambuja, a tal que deixa boa parte dos munícipes do concelho de cabeça perdida com as contas do serviço de fornecimento de água.

Infelizmente para os cidadãos do concelho de Azambuja, não é apenas o custo da água que está em causa. Esta empresa cobra taxas alusivas ao tratamento de resíduos sólidos, mas numa parte significativa do território concelhio os resíduos continuam a ser deitados nos rios e nas ribeiras, ou nas fossas particulares. Mas a Águas de Azambuja cobra o serviço, mesmo não havendo efectivamente serviço prestado, naquilo que configura uma ilegalidade provavelmente sem precedentes a este nível no concelho de Azambuja.

Ao incluir o custo do serviço de resíduos na factura da água, a empresa concessionária retira ao munícipe qualquer possibilidade de não pagar o serviço como forma de reclamar pela não prestação do mesmo, porque ao não pagar a factura a consequência imediata será o corte do fornecimento de água. Ou seja, mesmo não beneficiando deste serviço, os munícipes são obrigados a paga-lo (e bem caro), sob pena de ficarem sem água nas torneiras! Ocorre-lhe, caro leitor, alguma palavra para classificar esta situação?

E da Câmara Municipal, de Luís de Sousa ou de Silvino Lúcio, algum munícipe ouviu, ou ouve, qualquer palavra ou discurso de defesa dos seus eleitores? Nada de nada. Para a empresa concessionária é o regabofe completo, actuando como quer e bem lhe apetece. E para Sousa e Silvino uns jantares e umas entradas para ver o glorioso em camarote de luxo são o suficiente para calar estes dois senhores, que ainda se recandidatam aos lugares que já ocupam, certamente com o principal e possivelmente objectivo único de manter os “empregos” e as vantagens pessoais que da política têm retirado ao longo de anos. Nas barbas dos habitantes do concelho de Azambuja, e com um sorriso de orelha a orelha.

 

VIANuno Cláudio
COMPARTILHAR

2 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente tem sido assim ao longo de vários anos; mas deve haver mais rabos de palha, basta recordarmos as insinuações que fizeram uns aos outros quando se perfilavam para protagonizar candidaturas antagónicas, em que todos utilizavam, no facebook e em diversos locais, como machado de guerra o negócio das águas, que só eles e o seu partido PS tem defendido. Só espero que os eleitores saibam por um ponto final nestes desvarios interesseiros.

DEIXE UMA RESPOSTA